Posted by A Redacção on junho 1, 2006 12:00 AM|Permalink
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fica o agradecimento aos blogs amigos:
odiaadia.blogspot.com
morangoecereja.blogspot.com
diariodapaternidade.weblog.com.pt
primeiraestrela.blogspot.com
historias-da-mama.blogspot.com
mi-mama-me-mima.blogspot.com
umanodeti.blogspot.com
Por vezes na Vida, temos a sorte de trabalhar com talentos assim como o argonauta!
Foi um prazer ajudar a tornar realidade este projecto! Um grande abraço e muito obrigado pelas 10 excelentes emissões.
Argonautinha querido: esta minha manhã começa mal, por causa desta notícia das tuas férias.
Claro, tens todo o direito...mas vais fazer-me/nos enoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorme falta nestes dias em que ficares no pousio.
Tenho tarefas à minha espera já às 8 h.
Logo volto para te dizer o meu mais completo volta depressa.
Uma maneira diferente para fechar esta série de programas. A blogosfera é um mundo, e os baby-blogs mais ainda!
Dada a imensidão de textos de elevada qualidade nesse mundo particular que são os baby-blogs, acho que ficou aqui um registo/selecção bastante interessante, com reflexões e episódios, numa homenagem diferente neste dia da criança.
Obrigada pelas 10 emissões, pelas reflexões, pela qualidade musical. E, possivelmente a única nesse sentido, obrigada pela pausa. E um grande dia para as crianças lá(/cá) de casa. ;)
LOL, ainda bem que alguém compreende a minha pausa e me acompanha no boicote ao abaixo-assinado previsto pelo Hugo ;)
O Argonauta-podcast acabou, nestes moldes, mas vai continuar a colaborar com a Folha. Isso é certo!
como dizia ontem ao Hugo, fico só com a sensação de que este último programa merecia ter sido melhor preparado. Não houve tempo... Se tivesse, tinha feito uma pesquisa mais exaustiva nestes blogs (acabei por escolher apenas de entre os textos mais recentes) e, eventualmente, teria preparado alguma coisa da minha autoria, nem que fosse só uma conclusão jeitosa...
alto aí: "O Argonauta-podcast acabou, nestes moldes" - como assim?
toda a compreensão para um descansinho, mas com volta na ponta. Noutros moldes? bem, o Argonauta tem enorme quota de crédito, mas mas mas mas mas... a voz e o gosto musical do Argonauta passaram a ser-me imprescindíveis.
desculpa pôr isto assim mas é assim que é.
Para a minha geração, a qual o 25 de Abril apanhou na escola primária e que cresceu em liberdade, Timor foi a hipótese da revolução que não fizemos. À distância, é certo, mas investida de forte carga afectiva, cumpriu a nossa nostalgia de filhos tardios do que foi, provavelmente, o único momento da história recente do país em que a esperança, o sentimento de pertença e o orgulho colectivo de ser português se afirmou.
Todo - ou pelo menos muito - vivido no estrito plano simbólico, o nosso envolvimento em Timor proporcionou um "cheiro" de revolução a um país morno, entorpecido e desnorteado. E, ao fazê-lo, fez com que vivêssemos, há sete anos atrás, um momento singular de reavivamento de tais laços colectivos de solidariedade e comunidade, em que víamos no outro, vestido de branco como nós, acendendo uma vela como nós, permanecendo imóvel no meio do trânsito como nós, o sinal de uma inconfundível comunhão. Foi bonito e, para os que nasceram depois de Abril, único.
Foi também, como um olhar mais lúcido não poderá desmentir, um acontecimento colectivamente experienciado mediante uma interpretação do real imensamente simplista. Uma versão a lembrar as histórias que se contam às crianças, em que havia "os maus", os indonésios, os "bons", os timorenses, e os "cavaleiros andantes", papel que Portugal almejava desempenhar. Claro que os maus já tinham sido anteriormente percebidos como úteis, que os bons também tinham os seus defeitos, posteriormente visíveis, e que muitos, e por muitas razões, se candidatavam ao papel de salvadores... Mas na maioria das histórias morais - sobretudo se mediaticamente narradas - a complexidade é um ingrediente raramente apreciado. E assim se construiu a nossa história da história que se vivia do "lado de lá", graças a um discurso político singularmente univocal e à total parcialidade dos media, que - como todos nós - tomaram a causa timorense como sua.
Essa unicidade discursiva e a repetição permanente de imagens televisivas que encarnavam poderosas mensagens simbólicas (as imagens do massacre do cemitério de Santa Cruz, símbolo da opressão; a imagem da menina que cai na noite, símbolo da resistência do povo), aliadas ao apelo afectivo estabelecido pela identificação timorense com a língua portuguesa e pela aparente ausência dos ressentimentos que evidenciaram outros povos que colonizámos, foram as principais forças de construção simbólica da "nossa" revolução timorense. E, com ela, ainda que temporariamente, resgatámos também um outro país: Portugal.
As histórias que se contam às crianças, infelizmente, têm pouco que ver com as histórias dos homens e mulheres de verdade. E também aqui os nossos heróis - afinal pessoas como nós... - não viveram "felizes para sempre". Na turbulenta história recente de Timor, da qual caberá alguma responsabilidade precisamente a todos os que acharam que tudo seria simples depois da independência, quero acreditar que os timorenses saberão, melhor ou pior, encontrar o seu caminho. Caindo do pedestal mitificado em que os colocámos, posicionam-nos, contudo, na situação da criança que descobre que afinal o Pai Natal não existe e que são os pais (tão humanos, tão falíveis!) que ano após ano lhes colocou as prendas no sapato. Rompendo-se o nosso mito timorense, é também o sonho de um certo Portugal que se perde: o tal país solidário, orgulhoso de si, com um claro desígnio partilhado. Será que apenas nos resta, pobres de nós, o Mundial?
também puxo pela chegada rápida da nova série do Argonauta.
Se for possivel ao Argonauta publicar aqui comentários seus ao Mundial seria muito bom.Boas férias.
Partilho o sentimento de saudade que o fim da primeira série do Argonauta vai deixar, espero que a segunda série esteja para breve.
Obrigado por tudo,
Abraço
"É com o último suspiro que se conclui a escrita de cada vida e é a partir dele que tudo o que se viveu se ordena e adquire sentido: quem foi de esquerda vai para o Inferno". - Quitéria Barbuda in "O Céu justo", Revista "Espírito", nº 34, 2006.
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fica o agradecimento aos blogs amigos:
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Posted by: O-Argonauta | junho 1, 2006 12:10 AM
... ao grande Hugo Almeida, que mais uma vez nos encantou com a sua magia sonora.
Posted by: O-Argonauta | junho 1, 2006 12:11 AM
... e a todos aqueles que nos deram a honra de passar por aqui.
Posted by: O-Argonauta | junho 1, 2006 12:12 AM
Por vezes na Vida, temos a sorte de trabalhar com talentos assim como o argonauta!
Foi um prazer ajudar a tornar realidade este projecto! Um grande abraço e muito obrigado pelas 10 excelentes emissões.
Posted by: Hugo Almeida - Folha do Tejo | junho 1, 2006 12:41 AM
Argonautinha querido: esta minha manhã começa mal, por causa desta notícia das tuas férias.
Claro, tens todo o direito...mas vais fazer-me/nos enoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorme falta nestes dias em que ficares no pousio.
Tenho tarefas à minha espera já às 8 h.
Logo volto para te dizer o meu mais completo volta depressa.
Posted by: vera | junho 1, 2006 07:36 AM
Uma maneira diferente para fechar esta série de programas. A blogosfera é um mundo, e os baby-blogs mais ainda!
Dada a imensidão de textos de elevada qualidade nesse mundo particular que são os baby-blogs, acho que ficou aqui um registo/selecção bastante interessante, com reflexões e episódios, numa homenagem diferente neste dia da criança.
Obrigada pelas 10 emissões, pelas reflexões, pela qualidade musical. E, possivelmente a única nesse sentido, obrigada pela pausa. E um grande dia para as crianças lá(/cá) de casa. ;)
Posted by: Cláudia | junho 1, 2006 11:13 AM
LOL, ainda bem que alguém compreende a minha pausa e me acompanha no boicote ao abaixo-assinado previsto pelo Hugo ;)
O Argonauta-podcast acabou, nestes moldes, mas vai continuar a colaborar com a Folha. Isso é certo!
Posted by: O-Argonauta | junho 1, 2006 11:39 AM
como dizia ontem ao Hugo, fico só com a sensação de que este último programa merecia ter sido melhor preparado. Não houve tempo... Se tivesse, tinha feito uma pesquisa mais exaustiva nestes blogs (acabei por escolher apenas de entre os textos mais recentes) e, eventualmente, teria preparado alguma coisa da minha autoria, nem que fosse só uma conclusão jeitosa...
Posted by: O-Argonauta | junho 1, 2006 11:51 AM
alto aí: "O Argonauta-podcast acabou, nestes moldes" - como assim?
toda a compreensão para um descansinho, mas com volta na ponta. Noutros moldes? bem, o Argonauta tem enorme quota de crédito, mas mas mas mas mas... a voz e o gosto musical do Argonauta passaram a ser-me imprescindíveis.
desculpa pôr isto assim mas é assim que é.
Posted by: vera | junho 1, 2006 12:28 PM
Para a minha geração, a qual o 25 de Abril apanhou na escola primária e que cresceu em liberdade, Timor foi a hipótese da revolução que não fizemos. À distância, é certo, mas investida de forte carga afectiva, cumpriu a nossa nostalgia de filhos tardios do que foi, provavelmente, o único momento da história recente do país em que a esperança, o sentimento de pertença e o orgulho colectivo de ser português se afirmou.
Todo - ou pelo menos muito - vivido no estrito plano simbólico, o nosso envolvimento em Timor proporcionou um "cheiro" de revolução a um país morno, entorpecido e desnorteado. E, ao fazê-lo, fez com que vivêssemos, há sete anos atrás, um momento singular de reavivamento de tais laços colectivos de solidariedade e comunidade, em que víamos no outro, vestido de branco como nós, acendendo uma vela como nós, permanecendo imóvel no meio do trânsito como nós, o sinal de uma inconfundível comunhão. Foi bonito e, para os que nasceram depois de Abril, único.
Foi também, como um olhar mais lúcido não poderá desmentir, um acontecimento colectivamente experienciado mediante uma interpretação do real imensamente simplista. Uma versão a lembrar as histórias que se contam às crianças, em que havia "os maus", os indonésios, os "bons", os timorenses, e os "cavaleiros andantes", papel que Portugal almejava desempenhar. Claro que os maus já tinham sido anteriormente percebidos como úteis, que os bons também tinham os seus defeitos, posteriormente visíveis, e que muitos, e por muitas razões, se candidatavam ao papel de salvadores... Mas na maioria das histórias morais - sobretudo se mediaticamente narradas - a complexidade é um ingrediente raramente apreciado. E assim se construiu a nossa história da história que se vivia do "lado de lá", graças a um discurso político singularmente univocal e à total parcialidade dos media, que - como todos nós - tomaram a causa timorense como sua.
Essa unicidade discursiva e a repetição permanente de imagens televisivas que encarnavam poderosas mensagens simbólicas (as imagens do massacre do cemitério de Santa Cruz, símbolo da opressão; a imagem da menina que cai na noite, símbolo da resistência do povo), aliadas ao apelo afectivo estabelecido pela identificação timorense com a língua portuguesa e pela aparente ausência dos ressentimentos que evidenciaram outros povos que colonizámos, foram as principais forças de construção simbólica da "nossa" revolução timorense. E, com ela, ainda que temporariamente, resgatámos também um outro país: Portugal.
As histórias que se contam às crianças, infelizmente, têm pouco que ver com as histórias dos homens e mulheres de verdade. E também aqui os nossos heróis - afinal pessoas como nós... - não viveram "felizes para sempre". Na turbulenta história recente de Timor, da qual caberá alguma responsabilidade precisamente a todos os que acharam que tudo seria simples depois da independência, quero acreditar que os timorenses saberão, melhor ou pior, encontrar o seu caminho. Caindo do pedestal mitificado em que os colocámos, posicionam-nos, contudo, na situação da criança que descobre que afinal o Pai Natal não existe e que são os pais (tão humanos, tão falíveis!) que ano após ano lhes colocou as prendas no sapato. Rompendo-se o nosso mito timorense, é também o sonho de um certo Portugal que se perde: o tal país solidário, orgulhoso de si, com um claro desígnio partilhado. Será que apenas nos resta, pobres de nós, o Mundial?
Posted by: Carla | junho 1, 2006 12:52 PM
também puxo pela chegada rápida da nova série do Argonauta.
Se for possivel ao Argonauta publicar aqui comentários seus ao Mundial seria muito bom.Boas férias.
Posted by: J Lomelino de Freitas | junho 1, 2006 01:35 PM
Partilho o sentimento de saudade que o fim da primeira série do Argonauta vai deixar, espero que a segunda série esteja para breve.
Obrigado por tudo,
Abraço
Posted by: Hugo Correia | junho 1, 2006 02:47 PM
Uma estrela deixou de brilhar! Não posso deixar de ficar ligeiramente triste e saudoso!
Posted by: Anonymous | junho 1, 2006 09:47 PM
"É com o último suspiro que se conclui a escrita de cada vida e é a partir dele que tudo o que se viveu se ordena e adquire sentido: quem foi de esquerda vai para o Inferno". - Quitéria Barbuda in "O Céu justo", Revista "Espírito", nº 34, 2006.
Posted by: Brigada Bigornas | junho 1, 2006 10:15 PM
Boas férias, priminhos!
Posted by: Susana | junho 2, 2006 09:27 PM