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O Argonauta - 8ª Emissão

"O blog ganhou voz!" 

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a minha mensagem, kerido argonauta, para o dia da família é esta: tenho uma família kerida. A formada peas pessoas que gostamos de estr juntas. Acho k poderias ser tb tu.

O Dia da Europa foi assinalado ontem, em 27 cafés, num acto de suprema ironia, quando sabemos que os teóricos da Federação Europeia sonham com o dia em que um "Starbucks" qualquer há-de uniformizar este tipo de espaços, sendo possível experimentar as mesmas sensações no centro de Lisboa ou no meio de Vilnius. Como não há senão sem bela, sobrou a informação de que existe um Cartão de Saúde Europeu que nos permite assistência em viagem sem descriminação de nacionalidade. Não, cara leitora, não pode ir implantar silicone gratuitamente a Londres, mas se andar por lá a passear e apanhar um torcicolo, a ver o príncipe Carlos a passar, desde que tenha o referido cartão, pode recorrer ao hospital mais próximo sem medo de perder as últimas libras. Pelos vistos, ainda só 400 mil portugueses é que sabem.
Aposto que são ainda muito menos os portugueses que sabem qual o valor das compras que podem fazer num país terceiro, sem correr o risco de passar uma vergonha (e um cheque a liquidar os direitos…) na alfândega do aeroporto.
A pedido de várias famílias, aqui fica o número 175 euros! Se está a pensar dar um saltinho a Marrocos, já pode usar esta boa notícia - a loucura das compras não vai arruinar-lhe as férias. Se este item entrasse para a medida da inflação, estávamos em condições de bater o recorde europeu.
Em qualquer caso, o que ainda muito menos dos nossos compatriotas saberão é o risco em que incorrem hoje se viajarem de avião e optarem por despachar a mala no check-in. Depois de uma experiência que teve um final feliz, os competentes serviços da Alfândega no novíssimo Aeroporto Francisco Sá Carneiro fizeram o favor de gastar meia hora comigo e mudaram a minha vida, pelo menos, neste particular aspecto.
Depois de ter passado por potencial traficante de droga, graças a um canídeo que não suportou o intenso aroma de um saco adquirido nas "souks" de Marrakech, fiquei a saber o mal que uma mala nos pode trazer.

Uma das facécias que está hoje na moda passa por substituir a sua mala por outra igual, já depois de despachada, sendo que o conteúdo não são chocolates nem fica para si.
Estimado leitor quem o avisa seu amigo é. Se for viajar e tiver de despachar a mala, quando a recuperar, passe pelo controlo da Alfândega e peça que a abram à sua frente para ter a certeza de que é a sua.
Claro que se não vier da bela Europa convém guardar noutro sítio as prendas que, todas somadas, possam parecer ter custado mais que a fabulosa quantia de 175 euros!

Terrence Malick, sim, nunca mais hei-de esquecer.
Escrevi-o agora mesmo à minha amiga Anabela para aquela sua formidável casa que entra pelo Douro dentro.

É sempre um prazer este encontro sonoro com o Argonauta.

Venham este sábado ao Festival Mestiço, na Casa da Música, no Porto. Dose tripla:Primeiro os portugueses Philarmonic Weed, uma experiência de mestiçagem com alicerces reggae, afrobeat e drum'n'bass. Depois uma ilustre embaixada brasileira. Começa Cibelle, a brasileira que se fixou em Londres para reiventar o legado da bossa-nova em misturas electrónicas. Apresenta The Shine of the Electric Leaves, também acabado de lançar. E o festival termina onde começou - no nordeste brasileiro - desta feita com as fusões de DJ Dolores e Aparelhagem, e o processamento de ritmos tradicionais com recurso a electrónica, guitarras e muita percussão.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, nomeou hoje o ex-Presidente da República Jorge Sampaio primeiro enviado especial do plano da ONU "para acabar com a tuberculose", missão que cumprirá ao longo dos próximos dois anos.
É IMPORTANTE PARA UM COMBATE QUE PRECISA DE SER REVITALIZADO.
É BOM PARA PORTUGAL QUE OS SEUS SEJAM CHAMADOS A GRANDES MISSÕES NO MUNDO!

ANNAN APPOINTS JORGE SAMPAIO ENVOY TO HELP IN FIGHT AGAINST TUBERCULOSIS

The Secretary-General has appointed Jorge Sampaio, the former President of Portugal, as his first Special Envoy to Stop Tuberculosis (TB).

Sampaio, whose appointment is effective today, will work to build heightened awareness of this leading killer of our time. His immediate task will be to encourage world leaders to strengthen their commitment to tuberculosis control, and to work to reach the Millennium Development Goal of halting and beginning to reverse the incidence of the disease by 2015.

Some 5,000 people die of tuberculosis every day, and more than eight million new cases are detected annually. Sampaio will lead the call for countries to fully fund and implement the Global Plan to Stop TB 2006-2015, which was launched by the World Health Organization (WHO) earlier this year. The Plan sets out actions required to treat and cure 50 million TB patients, and save 14 million lives.

Sampaio will work closely with the Stop TB Partnership and the WHO in carrying out this crucial mission for global health.

DIZ A ONU:

Some 5,000 people die of tuberculosis every day.

Não podemos continuar indiferentes.
Nem à cólera que está a dizimar vidas em Angola!

A 24-04, dia sucessivo à Festa da Música, li de manhã que o evento no Centro Cultural de Belém se tinha traduzido em 48.850 entradas; no mesmo dia recebi um mail do IndieLisboa anunciando que tinha chegado aos 15.000 espectadores e 28 sessões esgotadas, "um número absolutamente impressionante, quando comparado com os 7900 espectadores e as 24 sessões esgotadas registados no mesmo período na edição passada" (no final, foram 28.00 espectadores).
Pode dizer-se que esse foi um fim-de-semana alucinante. E também a demonstração de que Lisboa tem públicos de qualidade e em quantidade consumidores de cultura.

Portugal na semi final com a Argentina? Se for assim será um verão inesquecível...

está a chegar Cannes, quero comentários.

Divine Comedy, Go Between... Excelente escolha musical (mais uma vez)!
«O Mundo Novo», do mesmo realizador de Thin Red Line (de que o Argonauta tanto gostou), para mim, está espectacular - as imagens, os sentimentos, a pureza, a partilha...
Os dados sobre os divórcios em Portugal são de facto... preocupantes, a meu ver. Uma tendência a contrariar, certo?
Que o dia da Familia seja passado em GRANDE, Argonauta!

A Orquestra Filarmonia das Beiras e os alunos de canto do Curso de Música da Universidade de Aveiro (UA) aliaram-se mais uma vez e desta feita vão "abrir o pano" para apresentar ao público, hoje e domingo, o seu primeiro espectáculo de ópera em conjunto, "A flauta mágica" de Mozart. É a primeira vez que o compositor austríaco estará representado numa ópera em Aveiro. De resto, há cerca de dois anos que não havia ópera em Aveiro - o último espectáculo foi o Barbeiro de Sevilha, de Rossini

Vi esta manhã, numa aula de Ética, a gravação do insulto em directo à jornalista Marta Atalaya, quando apresentava o programa Opinião Pública na SIC Notícias, na passada quarta-feira.
A apresentadora tinha começado a conduzir o fórum, esperando uma discussão aberta em torno do rendimento de inserção social, quando o primeiro telespectador em linha lhe lançou a frase : "Era para dizer que a senhora é boa como o milho e se eu posso bater uma punheta enquanto a senhora fala ao telefone e eu me venho."
Um caso é apenas um caso.
Mas faz pensar neste tipo de programas: quem telefona? com que motivações? o que fazem essas pessoas? que sociedade é a nossa?

Lamentável, inacreditável esse insulto à competentíssima Marta Atalaya (e mesmo que não fosse...)...
É sintoma de uma sociedade dual e de um indivíduo que não vive bem consigo mesmo.

Cláudia, Madalena, Joana, Vera, mais uma vez, obrigado pelas palavras simpáticas.

Vera, Cannes este ano, como já vimos, é de arromba. Dava jeito morar na Côte d'azur! É ter fé que os filmes não demoram muito a chegar cá.

Justin Gatlin bateu o recorde mundial dos 100 metros con 9.76. Fabuloso!
Que é feito do nosso Obikwelu?

A popularidade do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, registrou um novo mínimo, com sua gestão sendo aprovada por apenas 29% dos entrevistados, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal The Wall Street Journal.

Na história recente do país, só o presidente Jimmy Carter (1977-1981) registrou tão baixo nível de aceitação popular, durante a crise dos reféns com o Irã em 1979.

Segundo a pesquisa, elaborada pela empresa Harris com 1.003 adultos, 29% dos entrevistados acham que Bush está fazendo um "excelente ou um bom trabalho" como presidente. Em abril, os que pensavam desta forma correspondiam a 35% e em janeiro, a 43%.

Há dois dias, outra pesquisa, do jornal The New York Times e da rede de televisão CBS, situava o nível de aceitação de Bush em 31%, mesmo número que seu pai obteve em julho de 1992, quatro meses antes de perder a reeleição frente a Bill Clinton (1993-2001).

Os americanos despertam!!!!

Em Lisboa, Porto e Santarém, não faltar neste sabado ao rastreio da hipertensão.
o coração deve ser bem tratado para amar bem.

li isto numa revista espanhola e gosto muito do saramago:
José Saramago escribe la autobiografía de su infancia

• El nobel de Literatura publicará 'Las pequeñas memorias' en otoño


José Saramago conversa con Anuncia Fernández de Córdova, miembro del jurado del Premio Reina Sofía de Poesía, el jueves. Foto: EFE / GUSTAVO CUEVAS



VICTORIANO SUÁREZ ÁLAMO
LAS PALMAS

El escritor portugués José Saramago (Azinhaga, 1922) tiene previsto publicar el próximo otoño una "autobiografía de la infancia" que se titulará Las pequeñas memorias. Tras fijar su mirada en la muerte y fabular sobre la misma en su última novela, Las intermitencias de la muerte (Alfaguara), el premio Nobel de Literatura parte en su nueva creación de los primeros recuerdos que aún mantiene vivos de su infancia y finalizará con los que conserva de su primera adolescencia, hacia los 14 años.
"Es una idea que tenía en la cabeza desde hace más de 15 años, pero no ha sido hasta ahora cuando me he decidido a abordar esta autobiografía, que será muy diferente de lo que la gente espera en este género", asegura el autor de Ensayo sobre la ceguera desde su domicilio de Tías, en la isla canaria de Lanzarote. Saramago está convencido de que Las pequeñas memorias le servirá para conocerse mejor. "Me interesa conocer mi relación con ese niño que fui. Ese niño está en mí, siempre ha estado y siempre lo estará. En muchas ocasiones, es muy bueno dejarse llevar por el niño que hemos sido y nunca olvidarnos de su existencia. El valor literario que pueda tener --añade el autor portugués--, ya se verá cuando se publique el libro el próximo otoño".

"TIEMPOS MÁS NATURALES"
Cuando echa la vista atrás y rememora su infancia en Azinhaga, una pequeña aldea cercana a Lisboa, José Saramago se enternece. Reconoce que era un tiempo difícil, de mucha pobreza, pero que a los ojos de un niño parecía "el paraíso". "Eran tiempos más naturales, mucho menos artificiales que los actuales. Se valoraban las cosas de verdad, aunque también con bastante resignación. Quizás sea que la riqueza no es buena..., aunque la pobreza siempre es peor", reflexiona.
Saramago confiesa con entusiasmo que la escritura de Las pequeñas memorias va muy avanzada. Como ya es costumbre en sus últimos libros, esta autobiografía de la infancia será bilingüe con una diferencia de un par de horas, ya que a medida que él escribe en su lengua portuguesa, su esposa, Pilar del Río, traduce las páginas al castellano.

O novo reality show da TVI mostra o estado lastimável daquela estação! Este canal deveria ser banido do nosso quotidiano! Quando pensava que um canal de TV não podia descer mais baixo para agarrar audiências, eis que o sr. Moniz se sai com uma destas! Deplorável! Não há quem ponha termo a isto!? Para onde caminhamos?

não vi. de que se trata?

não vi. de que se trata?

Melhor do que a ficção ‘light’, a “realidade”, a televisão de agora, apresenta de tudo um pouco: drama, acção, sexo, humor, paixão, ódio, tal e qual como na vida real com a diferença que, tal como nas mais profundas e inconfessáveis fantasias, tudo é controlado. Nada é deixado ao acaso, tudo é planeado para parecer natural. Os participantes funcionam simultaneamente como os cães de Pavlov (dá-se meia dúzia de estímulos e eles agem de acordo com o esperado) e como peças de um xadrez mediático, que o público, através do voto, vai eliminando do ecrã, das primeiras páginas, do universo paralelo.
Agora, esgotada a fórmula, cansado da ficção do real e da realidade da ficção, o país decidiu assumir a depressão colectiva.
Valem-nos estes espaçosonde podemos debater civilizadamente a nossa indignação.
Infelizmente os programas de Forum com ouvintes nas rádios e nas televisões não servem para discussão de ideias mas apenas para promoção de ódios, ignorâncias e mesquinhezes. Esses fazem mau serviço!.

O Argonauta a «descansar», esta semana...

Pedro Almodóvar, Premio Príncipe de Asturias de las Artes. Boa!
Compreendo o descanso do Argonauta. Uma semana.

Todo o respeito pelo direito ao descanso.
O que não me impede de declarar que o Argonauta faz falta em uso semanal.
Até estava à espera de ouvir o que tem a dizer sobre O Código da Vinci.

pois pois pois.
e o festival de Cannes.
a ver se eu ponho aqui umas notas do festival

Vai, Vera

CINEMAS MILLENIUM ALVALÁXIA
Programação Semanal 18 a 24 de MAIO de 2006::

ESTREIAS

O CÓDIGO DA VINCI - THE DA VINCI CODE – M/12

Género: Thriller / Drama

De: Ron Howard Com: Tom Hanks, Audrey Tatou e Jean Reno

SALA 3 – Horário: 13h00|16h30|20h00|0h10

SALA 4 – Horário: 15h10|18h40|22h00

SALA 8 – Horário: 13h30|17h00|21h30|00h30

Sinopse: Adaptação do "best-seller" de Dan Brown. O famoso simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) está em Paris para fazer uma palestra quando é chamado ao museu do Louvre onde o curador foi assassinado, deixando junto de si um misterioso rasto de símbolos e pistas. Colocando em risco a sua própria sobrevivência, Langdon, ajudado pela criptologista da polícia francesa Sophie Neveu (Audrey Tautou), põe a descoberto uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo Da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou e que conduzem à descoberta de um mistério religioso, protegido por uma sociedade secreta durante mais de dois mil anos, mistério esse que abalará os pilares do Cristianismo.

Film le plus attendu depuis la naissance de Jésus dans une bergerie des environs de Bethléem, Da Vinci Code n'a pas seulement bloqué la gare de Cannes avec le train promo en provenance de Londres, mais aura aussi cassé les pieds (et le reste) de 2 000 journalistes privilégiés en guise de cadeau de bienvenue. Salle Debussy, 20 h 40, la foule frémit encore, des gens qui ne se sont pas vus depuis un an, l'accréditation en bandoulière (ou, nouveauté, enroulé autour du poignet, respect !), s'envoient des baisers par-dessus les fauteuils. Cinq minutes plus tard, le film démarré, une envie de mourir saisit l'assistance. Il faut dire que Jean-Pierre Marielle courant à s'en péter le ménisque à travers la grande galerie du Louvre, un moine albinos à ses trousses, la caméra de traviole, laisse mal augurer de la suite. On est largement en dessous de la vérité.

Sur le même sujet
Veni, vidi, «Vinci»
Les grandes manoeuvres
Salmigondis. Ce n'est pas faute d'avoir fait monter la sauce : la Columbia a maintenu sous scellés le lourd secret de cette adaptation du méga-best-seller de Dan Brown (40 millions de lecteurs, au bas mot) mais l'heure de la délivrance, enfin venue, est terrible. Comme le disait en bas des marches un spectateur dépoitraillé aux caméras de télé quémandant la bonne parole : «Ça va pas du tout, on n'y croit pas, Marie-Madeleine n'est pas incarnée, c'est pas ça du tout...» Il n'était pas seul à se plaindre, le brave homme déjà recouvert de coups de soleil. La projection a en effet été secouée de rigolades irrespectueuses, avant de s'achever en concert de sifflets et en concours international de «moues gênées». On a même vu quelques catholiques foncer ventre à terre vers Notre-Dame du Suquet pour se rincer de ce salmigondis d'impiété.

On le sait, Da Vinci Code spécule sur une relecture décodée de la tradition chrétienne, croisant sources historiques, théologiques, détails iconologiques, élucubrations maboules de toutes sortes de conspirationnistes en chaleur. En gros, notre seigneur Jésus était marié à Marie-Madeleine, plus si putain. Monsieur et madame Christ ont une fille, comment s'appelle-t-elle ? Alors qu'on crucifie celui qui se prétend le fils de Dieu, Marie, enceinte, accouche d'une fille, Sarah. Ce scoop, comme celui de la fille cachée de Mitterrand, a été étouffé dans l'oeuf par le premier empereur chrétien, Constantin. Mais Templiers et membres de la confrérie du Prieuré de Sion continuent de vénérer la relique de Marie-Madeleine. Leur quête du Saint-Graal serait la recherche du lignage perdu du Christ, la ligne de sang royal dont la trace s'égare à l'époque des Croisades et autres péripéties embrouillées.

Tout ça nous mène gentiment jusqu'à aujourd'hui, où le Vatican, via le bras occulte de l'Opus Dei, s'amuse à contrecarrer systématiquement chaque tentative de révéler ce secret. Jacques Saunière, conservateur du Louvre, est assassiné. Sur son torse, il a gravé un symbole et il a écrit sur le sol de son sang, non pas «Omar m'a tuer», mais «13.3.2.1.1.8.5.0, Draconian Devil ! Oh Lame Saint ! PS Find Robert Langdon». Aussitôt dit, aussitôt fait, Langdon (Tom Hanks), un éminent spécialiste américain des symboles, venu à Paris conférencer, est convoqué par le commissaire Bézu Fache (Jean Reno) sous la pyramide du Louvre pour une petite explication de texte. Quand débarque sans crier gare Sophie Neuneu (non, pardon, Neveu, Amélie Tautou), une cryptographe stressée qui se révèle être la petite-fille du macchabée. Langdon et Sophie se retrouvent embringués dans une course-poursuite qui les mène du bois de Boulogne (?!?) jusqu'à Londres. Ils ont toutes les polices européennes aux fesses, on leur tire dessus comme des lapins dès qu'ils bougent mais ils passent leur temps à bavasser comme s'ils avaient décroché un CDI inespéré pour l'émission Palettes d'Alain Jaubert sur Arte. Et vas-y que je te décris la symbolique de la Cène chez Leonardo da Vinci, et que je ramène ma culture sur Alexander Pope, Newton, la Bible, la sorcellerie à travers les âges...

Aux abois. Ron Howard ne sort pas de la cuisse d'Orson Welles, on le savait, mais d'avoir perdu à ce point le code de la mise en scène est l'une des surprises de ce film, dont le spectateur et une industrie hollywoodienne un peu aux abois pouvaient espérer qu'il soit au moins efficace. Que nenni ! De la coupe au bol de Tom Hanks, en passant par les chemises atrrrrrroces de Jean Reno, ou les flashs de reconstitutions historiennes de la prise de Jérusalem, ou du concile de Nicée torché à la gouache graphique, tout confine au nanar fauché. Le couple Tautou-Hanks ne parvient jamais à simuler le moindre atome crochu et Jean Reno cherche désespérément à rencontrer le réalisateur. Todd Mc Carthy, éreintant le film dans les colonnes bibliques de Variety, note par ailleurs l'indigence de l'adaptation signée Akira Goldsman (déjà responsable des gratinés I Robot ou Batman Forever), et souligne : «Il est impossible de croire que, si jamais le roman n'avait pas existé, un tel scénario aurait été ne serait-ce qu'examiné par un studio hollywoodien.»

A ce stade de l'article, on n'a encore rien dit du clou du Code : Audrey Tautou apprenant qu'elle est la descendante directe du Christ, donc de Dieu. On lui aurait annoncé que le room-service du Carlton ne fonctionne plus au-delà de 23 heures, que la boutique Dior a fermé pour travaux, elle n'aurait pas eu l'air plus dépitée. Hanks lui jette une couvrante sur les épaules et la dirige vers une cellule de soutien psychologique.


a gente gosta de ver o futebol tal como ele é contado na folha mas também gosta e muito de músicas e muitissimo de cinema.

aqui vai CANNES em espanhuelo
(o que consegui, bem contado)

La primera proyección de la tan esperada El código Da Vinci fue recibida por la prensa con notable frialdad, pitidos y hasta algunas risas. Es probable que no sean los críticos el público idóneo para esta chata película de aventuras, brillante en medios técnicos pero escasa en ideas, salvo las que provienen de la famosa novela de Dan Brown. De haber sido original, quizás hubiera sorprendido la fantástica historia que en ella se cuenta, pero, conociendo de antemano el intríngulis, las imágenes cinematográficas pasan por la pantalla sin nervio. El filme se estrena mañana en todo el mundo.

El código Da Vinci, todo el mundo lo sabe, propone la teoría de que Jesucristo fue simplemente humano, se casó con María Magdalena, con la que tuvo hijos, y que su estirpe sigue viva entre nosotros. Fueron intereses políticos los que transformaron su vida en la leyenda de un ser divino y naturalmente célibe, capaz de hacer milagros y de resucitar al tercer día. Dice la película que si ese fraude se divulgara ahora, quedarían derruidas para siempre las asentadas bases del cristianismo y de la Iglesia católica, y con ello su inmenso poder; de ahí que desde hace siglos se haya venido aniquilando a sangre y fuego cualquier indicio de que este secreto pudiera ser divulgado. En la trama de la película algunos representantes de esa Iglesia, con la ayuda de miembros del Opus Dei, organizan el asesinato de cualquier posible conocedor o transmisor de esa verdad. O de esa fantasía, a fin de cuentas tan inverosímil como la de la oficial.

Un especialista en simbología (Tom Hanks) es reclamado por la policía como presunto asesino del conservador del Louvre, muerto en circunstancias extrañas. Con la inesperada compañía de una criptóloga (Audrey Tatou), se ve envuelto en persecuciones, nuevos asesinatos, traiciones y disparates, hasta que finalmente identifica a la heredera de Jesucristo, momento en que las carcajadas de los espectadores se oyeron con claridad. 152 minutos de proyección en los que la película da vueltas y vueltas sobre sí misma, provocando por momentos la sospecha de que pudiera tratarse de una historia interminable. Lo que al principio tiene el encanto de un dinámico filme de aventuras, va dando paso a una peripecia enrevesada y confusa. Ésa fue, al menos, la impresión dejada tras su primer pase, con el que ha inaugurado Cannes, al parecer más tentado por la repercusión del escándalo que por criterios de calidad cinematográfica.

Bastante superior ha sido la inauguración de Una cierta mirada, sección paralela con carácter oficial. La primera película del programa, Paris je t'aime, está compuesta por diversos episodios, realizados por directores distintos, teniendo París y sus historias de amor como único punto de conexión. Una traslación del mítico París visto por..., que en 1965 reunió a Chabrol, Rohmer y Godard, entre otros, eligiendo cada uno de ellos un barrio distinto para su historia.

Igual ocurre en estos 20 cuentos de ahora, firmados por los hermanos Coen, Gus van Sant, Alexander Payne, Isabel Coixet, Walter Salles, Wes Craven... y con interpretaciones de Natalie Portman, Ben Gazzara, Willem Dafoe, Juliette Binoche, Leonor Watling, Nick Nolte, Fanny Ardant, Gena Rowlands, Steve Buscemi, Bob Hoskins, Gérard Depardieu, Sergio Castellito y Javier Cámara, entre muchos otros...

Unas historias son mejores que otras, cada una con su estilo propio, pero todas están obligadas a captar la atención desde el primer fotograma. El cuentito de Walter Salles con la espléndida Catalina Sandino como protagonista, es ejemplar: una joven latina, madre soltera, que vive con su bebé en un extremo remoto de la ciudad, debe despertarse antes del amanecer, depositar a su hijito en una guardería, y tomar luego autobuses y varias líneas de metro hasta llegar por fin a la casa de ricos en que trabaja, donde debe cuidar de un bebé ajeno, al que hace sonreír cantándole con nostalgia el mismo estribillo ancestral con que alegra a su hijo.

La historia de Isabel Coixet es el desencuentro de una pareja (él se ha enamorado de otra), y del sacrificio por amor a que se ve obligado ante la enfermedad: sobria, emotiva, algo triste, como el talento de la autora al que nos tiene acostumbrados. El tierno cuento de Alexander Payne es el de una gorda australiana que ha aprendido un divertido francés y viaja sola a París por unos días... En definitiva, Paris je t'aime ha sorprendido agradablemente, un buen inicio para la sección paralela del festival, que, sin bombo ni platillos, ha mostrado un trabajo plagado de ingenio... y sin medios fastuosos.

Há uma vaca desaparecida em Lisboa. A Vaca Cowpyright deixou o local onde estava exposta na madrugada de 17 de Maio.

A organização da CowParade Lisboa 2006 deu o alerta às autoridades, mas até agora não há sinal da obra de arte com mais de 400 quilos, da autoria de Paulo Marcelo. Só a base, na qual a vaca está colocada, pesa 350 quilos. A peça, em si, chega aos 65 quilos. Mas todo o conjunto desapareceu.

A vaca encontrava-se no Campo Pequeno, desde 14 de Maio e o desaparecimento foi detectado por várias pessoas. O caso foi participado às autoridades que procuram agora pela vaca desaparecida.

O mítico álbum dos Pink Floyd ‘The Dark Side Of The Moon’, editado em 1973, acaba de fazer história: completou 1500 semanas no ‘top 100’ da revista norte-americana ‘Billboard’.

Apesar de não serem 1500 semanas consecutivas, o feito representa, no entanto, quase três décadas de permanência no mais importante ‘top’ mundial de venda de música.

Quando foi lançado, ‘The Dark Side Of The Moon’ manteve-se na tabela durante 736 semanas consecutivas, mas acabou por ser afastado pela primeira vez em 1988. Regressou, e nunca mais de lá saiu.

Vera e Anabela,
vejo que têm O Argonauta em boa conta, mas não peçam o impossível :P. então queriam que eu falasse de Cannes antes de começar e do Código da Vinci antes de estrear (e sem ter lido o livro)?

o descanso permitiu recarregar baterias e, entre outras coisas, ir ao cinema ver O Código. para depois poder falar ;)

O sucesso d"O Código da Vinci, com os seus 40 milhões de exemplares vendidos e as suas bombásticas deficiências, mostra o fracasso da Igreja na doutrinação de uma sociedade que vê a religião como um videojogo, onde as recompensas compensam os obstáculos, e os heróis se opõem, por definição, aos segredos urdidos por uma instituição milenar. A história de uma religião transforma-se assim nas aventuras rocambolescas de um Indiana Jones qualquer em busca de uma arca perdida, de um cálice sagrado ou de qualquer outro segredo devidamente condimentado por um esoterismo de trazer por casa.

Ovación para Almodóvar y su 'Volver' en Cannes

Ken Loach, ayer en Cannes. (REUTERS)
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'The wind that shakes the barley' es trepidante, intensa y en ocasiones muy duraCon una ovación casi unánime fue recibida la excelente nueva película de Ken Loach, The wind that shakes the barley, que habla del conflicto de la independencia de Irlanda. Por el contrario, Palacio de verano, de Lou Ye, también de corte político, tuvo una acogida tibia: asombró por su inesperado tratamiento de las relaciones sexuales en una película china, pero también por su desinterés en la manera en que cuenta los conflictos sociales habidos en su país. La jornada de ayer estuvo marcada en la sección oficial por el cine político, coronado por una pancarta en la fachada principal del palacio del festival reclamando la liberación de la ex candidata colombiana Ingrid Betancourt, aún secuestrada.

Fueron dos películas diferentes entre sí, pero coincidentes en su afán de denuncia o de reflexión. En The wind that shakes the barley (literalmente, El viento que sacude la cebada), el director Ken Loach y su guionista Paul Laverty han regresado a una crónica de guerra, tras aquella discutida Tierra y libertad sobre los conflictos ideológicos de la izquierda en la contienda española de 1936. Ahora se han acercado a un problema aún vivo y más cercano para ellos: el proceso de independencia de Irlanda, o, más exactamente, la guerra de principios de los años veinte, aparentemente concluida con el tratado que convirtió Irlanda en un Estado libre... aunque aún dependiente. Muchos guerrilleros irlandeses consideraron insuficiente el acuerdo. Su objetivo final no se había alcanzado aunque el Ejército y la policía fueran ya irlandeses. El director Neil Jordan contó parte de la vida de Michael Collins, el líder artífice de la famosa negociación anglo-irlandesa, sus dudas y contradicciones, en una película de 1996. Pero a Ken Loach no le interesa el problema desde la biografía de personajes históricos, sino desde gentes, reales o ficticias, con carne y hueso de cine. Cuenta la historia de dos hermanos unidos en la peligrosa aventura de la guerrilla, pero contrarios entre sí al decidir si la guerra debía continuar o no, ahora contra el ejército propio.

La película es trepidante, narrativamente intensa y en ocasiones muy dura, sobre todo cuando militares ingleses reprimen a los campesinos con una crueldad que puede hacerse insostenible para el espectador, no tanto por la crudeza de las imágenes como por lo que éstas sugieren. Ken Loach rueda con sabiduría y sabe crear situaciones de ahogo sin cargar las tintas. Su trabajo es excelente, como igualmente el de los intérpretes (Cillian Murphy, Pádraic Delaney y Orla Fitzgerald en los principales papeles) y los responsables de fotografía y ambientación. Aunque la parte discursiva del filme explicando los datos del enfrentamiento político rompe el ritmo de la acción, lo que quizás sea inevitable, Loach remonta el vuelo para llegar con brío a la tragedia final, en la que tanta lucha acaba enfrentando hasta la muerte a dos hermanos.

Menos elogios merece Palacio de verano, del chino Lou Ye, aunque no haya dejado de sorprender. Los avatares sexuales de una jovencita durante las revueltas juveniles que tuvieron su máxima expresión en la matanza de Tiananmen son, desde luego, algo insólito en el cine chino. La película, aunque rodada en aquel país, está sostenida por coproducciones europeas, y aún no ha sido vista por la censura china. Probablemente, será prohibida por sus escenas de sexo y sus desnudos frontales, y también por las imágenes de archivo sobre las protestas y el recuerdo de Tiananmen. Ése es el interés morboso de que haya sido exhibida en Cannes, ya que, por lo demás, poco hay que decir de una película muy liosa, a veces gratuita, y casi siempre pretenciosa. Un botón de cierto cine que disimula su torpeza con facilones planos secuencia cámara en mano y elipsis inexplicables.

No se puede tener todo. Una buena película al día es una media estupenda para un festival. Sin duda, habrá otras repartidas por las distintas secciones, pero no son fáciles de ver. El festival se ha hecho tan grande que los horarios se solapan, el tiempo de las colas se eterniza y el proceso de las medidas de seguridad desalienta. Ya es sabido que un festival es el peor sitio para ver películas. Sobre todo cuando toca una como la china.

(posto por mim, vera)

Vera, a nossa enviada especial virtual...
Gostei das imagens que vi, do filme chinês sobre o massacre de Tiananmen.

novo Argonauta a gravar amanhã...

aaaaah! duas semanas taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanto tempo!

Gran noche para Oliver Stone en la 59 edición de Festival de Cannes, que se ha sobrecogido con el estreno mundial de los primeros veinte minutos del nuevo largometraje del director norteamericano, titulado World Trade Center. La cinta rememora la tragedia del 11-S y se estrenará en EE UU el próximo agosto. Después del pase de la película y tras un silencio, el director ha recibido un gran aplauso de la sala.

Los minutos exhibidos, que no eran de tan mala calidad como cautamente advirtió su autor, muestran el comienzo de la trágica jornada para un grupo de policías destacados en las Torres el día de los hechos, interpretados en sus principales papeles por Nicolas Cage y Michael Pena. Oliver Stone ha señalado que este pase corresponde a una copia de trabajo en alta definición, ya que "la película en 35 mm todavía está en proceso".

El cineasta, ha subrayado que World Trade Center sigue la línea de su cine de siempre, que es la búsqueda de "la verdad". Stone ha abogado por la necesidad de narrar "historia de gente que han visto cosas con sus propios ojos, en Vietnam, en Irak, en el World Trade Center" de Nueva York donde se alzaban las Torres Gemelas destruidas por los atentados del 11 de septiembre de 2001. Son personajes están basados en seres reales, "héroes que quedaron atrapados" cuando se derrumbarons las torres, y lo que le ocurrió "a sus esposas e hijos", ha señalado Stone.

Reconstrucción de los hechos

El metraje que se ha exhibido en Cannes reconstruye con enorme verosimilitud el interior de las Torres Gemelas y el ambiente caótico que rodeó la zona tras el impacto de dos aviones secuestrados, incluyendo imágenes de televisión, y terminaban con el sobrecogedor momento del desplome. Los 20 minutos muestran en varias ocasiones las dos torres, pero elude mostrar el momento concreto del choque de los aparatos.

Otro film del festival, United 93, hace referencia también al recuerdo de esa fecha histórica. El film dirigido por Paul Greengrass, causó conmoción en su reciente estreno en EEUU y recoge el supuesto desarrollo de los hechos en uno de los cuatro aviones secuestrados por los autores de los atentados, el único que finalmente no alcanzó su objetivo. La cinta de Greengrass se exhibirá fuera de concurso en el certamen de la ciudad francesa esta semana.

(do EL PAIS)

La Quinzaine des réalisateurs propose une programmation très familiale. Non que l'on puisse emmener sans risque bambins ou bisaïeux aux projections, mais il faut constater que les premiers films de cette sélection s'intéressent aux drames qui naissent de la vie en famille.

Parmi ceux-ci, Anche libero va bene, de l'Italien Kim Rossi Stuart, se détache nettement par la force des émotions qu'il montre et qu'il suscite. Kim Rossi Stuart, fils d'acteur, est lui-même comédien. On vient de voir sa silhouette longiligne dans Romanzo criminale, de Michele Placido. Avec Anche libero va bene, il réalise son premier long métrage, dans lequel il joue aussi. Il incarne Renato, le père de Tommi, un garçon de douze ans qui aime le football et termine son enfance dans la douleur, et de Viola, l'aînée, sympathique greluche de quinze ans. C'est au père que l'enfant adresse la réplique "Anche libero va bene", "même arrière central, ça me va".


C'est l'une des singularités du film que d'esquisser sa conclusion à travers son titre : quand on découvre Renato et Tomaso, l'enfant s'efforce de satisfaire au désir de son père, qui voudrait en faire un champion de natation, et regarde de loin ses camarades s'entraînant au football. Aux moments les plus déchirants du film, on s'accrochera à l'espoir ténu que suggère cette petite phrase.

L'opposition entre les exigences d'un père et les désirs d'un fils est loin d'être inédite au cinéma, mais ici dès son exposition, une évidence s'impose : Kim Rossi Stuart a une idée très précise de ce qu'il va montrer. Son histoire est banale, parce que le nombre des combinaisons qu'offrent les rapports père-fils est limité, mais elle sera extraordinaire parce qu'il la nourrit à la fois d'une force (qui franchit souvent la limite de la violence) et d'une sensibilité qui établissent immédiatement l'existence et l'individualité des personnages. Renato n'est pas un bourreau. Quand il fait des ravages autour de lui, inflige de terribles blessures, c'est toujours par amour. Tommi n'est pas une victime, c'est un garçon secret, courageux et cruel, qui parfois s'amuse à faire de l'équilibre sur le toit de son immeuble.

Dès les premières séquences, on a remarqué que, dans l'appartement perché au dernier étage d'un immeuble romain, il manque une mère. Il faut se passer un long moment de l'explication de cette absence. Kim Rossi Stuart fait l'économie des scènes d'exposition, des explications habilement dissimulées dans les dialogues. La narration d'Anche libero va bene procède par longues séquences qui vont jusqu'au bout des affrontements entre personnages. Pour retenir l'un des exemples les plus anodins, l'idylle qu'engage Tommi avec la plus jolie fille de sa classe de sixième se termine sur un fiasco : une histoire de petit mot passé en classe puis renié. C'est dérisoire mais plus douloureux que Love Story.


UN ADULTE IMPARFAIT


L'essentiel se passe au sein du carré instable que forment les parents (la maman n'est pas morte, elle resurgit) et les deux enfants. A l'évidence, Kim Rossi Stuart s'intéresse plus aux côtés masculins que féminins. La seule faiblesse du film est de ne pas accorder tout à fait la même d'attention aux personnages de la mère et de la fille qu'aux hommes de la famille.

Rossi Stuart construit pour son usage un personnage d'adulte imparfait, en colère contre le monde, contre sa vie, d'une colère si violente qu'elle lui interdit l'aigreur. Passés les paroxysmes de violence, il est à chaque fois prêt à recommencer à zéro, sans se rendre compte du champ de ruines qu'il crée et recrée sans cesse.

Au cinéma il est aussi facile de faire pleurer que d'exciter le désir sexuel (alors qu'il est bien plus compliqué de faire rire). L'émotion immédiate que suscite Anche libero va bene n'est donc pas un argument suffisant pour recommander le film. Beaucoup plus rare est la mise au jour des racines de la souffrance que l'on voit et que l'on partage, la mise en scène de ce champ de bataille où les pires désastres procèdent des meilleures intentions.

FICHE:
Film italien de et avec Kim Rossi Stuart. Avec Alessandro Morace, Barbara Bulova. (1 h 48). Sortie à l'automne. Quinzaine des réalisateurs.

(do LE MONDE)

Argonauta 9 gravado, deve estar online amanhã.

Yes! Fico à espera...

O Argonauta 9 está na máquina desde 3a feira, mas a vida está difícil para o resto da linha de montagem... ;)

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