« PodJornal - 5 de Abril de 2006 | Main

O Argonauta - 7 ª Emissão

"O blog ganhou voz!" 

TrackBack

TrackBack URL for this entry:
http://folhadotejo.weblog.com.pt/privado/trackback.cgi/114946

Comments

quiz da semana: quais as Bandas sonoras do programa de hoje? e, em especial, de onde é o diálogo que aparece a meio?

como os noticiários da rádios&tvs seriam atraentes se fossem assim...
zut zut zut, é lindo, o som musical é magicamente metido na onda (eu sei que há mago do som), a crónica do que interessa destes dias é super, o diabinho é que não estou a saber responder ao quiz.
estive deliciada no indie mas não me deu para ver o play - será que a chave pode passar por aí? acho que não, treta, não sei, não gosto de não saber. vou estudar.

Vera, és menina para que idade? se fosses da minha ;) saberias identificar...

Dia 1 de Maio é dia de reivindicações também... Bem sei que este trabalho dá um trabalhão aos dois, mas após 7 emissões (edições) acho que é altura de reivindicar:
- um apelo particular em relação ao tempo de duração (parece-me que está a diminuir, se não estou enganada)...
- uma ausência de referência a esse dia de Maio tão importante como é o Dia da Mãe (bem sei que Maio mal começou, mas querem o quê?... não consigo ficar indiferente a esse tema ;o))
- inaugura-se a Necrologia, fala-se em aniversários, e acho que um ficou esquecido, não?...
E em relação às reivindicações, é melhor ficar por aqui...

Entretanto, e para algo de positivo, gostei das provocações lançadas (o que me incomodaram as duas situações nas comemorações do 25 de Abril!...), das sugestões, e, mais uma vez, do trabalho de corte e cose do Hugo.
Quanto ao quiz, algo me diz que estou impossibilitada de responder...
Parabéns pela 7ª edição/arte! Venham mais muitas...

Um relato ácido sobre a condição humana é a proposta que marca a estreia da companhia portuense Teatro Nova Europa. Hoje, o pequeno auditório do Rivoli Teatro Municipal recebe a peça "Wake up and smell the coffee", original de Eric Bogosian que foi trabalhado em pouco mais de duas semanas, para ficar em cena até domingo. Conta-nos as desventuras de um actor contra o "star system", com um ligeiro sabor dado pela utopia infantil de querer mudar o mundo.

Tiago Rodrigues é o único actor em palco. Veste um fato preto e uma camisa azul por fora das calças, sinal de quem está à vontade com uma plateia à qual está prestes a dirigir a palavra. O papel que desempenha é o de Tiago Rodrigues, cuja missão é fazer o público sair da sala com outra perspectiva sobre a vida - com vontade de escrever um livro, de deixar de fumar, de inventar algo que mude o curso da História.

eu, Vera, colheita tardia (Novembro) de 1985. mas com esforço para entender o que aconteceu antes de eu estar por aqui.

certo, Vera «tás 'aperdoada'»! tens um bom alibi: quando o filme estreou nos EUA estavas nas férias do verão da 3a para a 4a classe...

Claiborne Avenue é uma das principais artérias de Nova Orleães. Uma circular que corre paralela ao Mississípi, vários quilómetros com seis, por vezes oito faixas. Num extenso troço (uma dezena de quilómetros), divide-se em dois níveis: em baixo, lateralmente, duas faixas de rodagem em cada sentido; em cima, um enorme viaduto central por onde corre veloz o tráfego, evitando os sucessivos cruzamentos.
O viaduto da Clairborne é uma impressionante massa de colunas e placas de betão erguendo-se à altura de um segundo andar e sob o qual se estende um interminável parque de estacionamento. Que jamais vi inteiramente cheio. Até agora.
Recordo-me de ter retido, vá lá saber-se porquê, uma imagem de um filme de William Wyler, Os Melhores Anos das Nossas Vidas, onde um dos actores (salvo erro Dana Andrews) se vê num gigantesco campo onde se amontoam centenas, talvez milhares, de desmantelados aviões de combate, restos brutalmente inúteis de um esforço de guerra de que ele foi parte. O parque da Clairborne é isso, mas de caóticos ferros retorcidos: quilómetros e quilómetros, não num sucateiro, mas em plena cidade, de um interminável cemitério de milhares de automóveis, carrinhas, jipes, pick ups, esventrados, destruídos, partidos pela força do furacão e das águas. Recolhidos meses a fio por gruas em toda a cidade, ali estão, anónimos, inúteis, não esperando sequer por uma reconstrução que para eles nunca chegará.
Passando para lá da Clairborne, o aspecto apesar de tudo aceitável da Downtown e do Vieux Carré modifica-se. Na Downtown, no Business District, numerosas construções são de alvenaria: para lá da Clairborne entramos na América das ruas e ruas de moradias de madeira - ou antes, do que delas resta. Que é quase nada. Salvo, numa ou noutra, no quintal, a roulote de socorro para aqueles que ficaram.
Que casas irão abrigar a alma desta cidade dentro da boca do Mississipi? É uma reflexão que atiro para dentro desse Tejo. Queiram os deuses que nunca as terras da beira Tejo tenham de passar pela prova de um centésimo do sofrido em New Orleans 2005.

Cláudia,
obrigado pelas sugestões.
sabes, a duração do Argonauta é medida mais pelo (meu e do Hugo) tempo mental do que pelo tempo cronológico. Nesse sentido, resta-me esperar que os 98 minutos e 11 segundos que já aqui vos deixámos valham mais do que uns meros 98 minutos e 11 segundos.

A referência ao Dia da Mãe foi pensada, mas não concretizada. O que poderíamos dizer que ainda não foi dito?

Sim, tens razão: O Argonauta não falou do 150º aniversário de Sigmund Freud, que se comemora amanhã, nem do 188º de Karl Marx, que se assinala hoje. Pode ser que na próxima edição...

Lol
não era bem a isso que me referia, mas tudo bem... agradeço a informação adicional.
E, sim, de facto têm valido bem estes 98 minutos e tal de argonautices... ;o)
Obrigada e parabéns, mais uma vez, pelo vosso magnífico trabalho.

PARABÉNS! Eu estou em todas as frentes e espero que não tenhas mais nenhuma.
beijinhos grandes, "primito"

Vejam Pele, o filme.
Lisboa, início dos anos 70. Olga vive em Lisboa, na casa do pai, um empresário que regressa agora de Angola, onde ela nasceu de uma ligação fortuita com uma negra. Mal na sua pele, decide cortar com a família burguesa e tentar a via artística... Daniela Costa, protagonista de mais um filme português a questionar a nossa relação com África, vai ser uma revelação, depois dos espectadores a verem na tela.

Ah, estamos aqui mais Cláudias.
sou de Almada, a Cláudia Alma(da)(nada).

Então e o quiz? Quais as respostas!?

já vi que ninguém quer arriscar no Quiz...


Nas queimas das fitas esta é a hora do marketing, dos contratos de concessão de bebidas alcoólicas, das produtoras de espectáculos. Adeus, amadorismo - o Maio dos estudantes profissionalizou-se.

Sinal dos tempos, vieram para ficar os modelos de subcontratação de funções, desde a segurança dos recintos das festas estudantis à organização das manifestações académicas. O consumo das bebidas dominantes, essas, também mudaram. Na década de 30 e 40 do século passado, bebia-se vinho tinto, espumante. Em finais da década passada, a cerveja era a rainha das gargantas sequiosas para os primeiros dias estivais. Mas eis que chegaram os shots, os líquidos energéticos, o álcool com aromas de frutas. Tentador, sem dúvida. Os copos plastificaram-se com formas eróticas e até a música das barraquinhas assinala as ondas que agora cirandam nos mp3.

Até há pouco tempo, o cartaz das noites dedicadas a cada faculdade era o crachá distintivo de cada cidade. Coimbra destacava-se pela originalidade. Frequentes fornadas de apreciadores de estilos de música deslocavam-se à cidade que se diz dos estudantes para assistir ao lançamento de um novo álbum, ou para ver ao vivo uma banda ou cantor que só era possível escutar e ver em Coimbra. Mas até neste domínio a tradição já não é o que era. As queimas massificaram as escolhas tornando-as simplesmente iguais.

Porque a vida nocturna se banalizou, porque as mulheres saem à noite sem restrições, os modelos das queimas das fitas seguem a tendência do mercado. E os empresários envolvidos, naquilo que antes era de estudantes e para estudantes, não ousam divulgar os milhões do negócio. As fitas ao vento são actualmente uma oportunidade mercantil por excelência. Um simples F-R-A é spot publicitário. Nesta espécie de Carnaval estudantil, a festa de quem passa anos até almejar um canudo significa dinheiro, muito dinheiro.

eu, vera, estou em jogo no Quiz~. não me rendo assim. estou a estudar os filmes de quando eu tinha 8/9 anitos.ando à procura do Pulp Fiction, também quero rever a Idade da Inicência, o Philadelphia, o Short Cuts, o Em Nome do Pai. Tento, e aproveito para recuperar o que ainda não agarrei.

O comércio mundial tem regras estranhas:elegeu Mozart para celebrar o centenário que toca este ano mas esquece-se de Shostakovich também centenário este ano, e que tenho cada vez mais no meu altar.

Estreia hoje a primeira produção do grupo Nova Europa.
Um inédito de Eric Bogosian, "Wake Up and Smell the Coffee", tradução e encenação de Luís Mestre, com interpretação de Tiago Rodrigues.
Hoje (sábado) às 21h30, no Pequeno Auditório do Rivoli, teatro municipal, Porto e matiné amanhã, às 16h). Recomendo com veemência depois de ter visto o ensaio geral.
Eu também irei ao Quiz. Só me falta confirmar a minha impressão...Não quer dar uma pequena pista suplementar?

pistas para o quiz...
nesta emissão houve sons de 4 bandas sonoras; são 4 filmes, de 1995, 1998, 1994 e 1971, respectivamente.
O 1º é europeu (e é o mais fácil de identificar).
O 2º é de um realizador com poucos filmes, e de quem estreou recentemente o novo.
O 3º (o do diálogo) baseia-se numa história de Quentin Tarantino.
O 4º é um musical já com 35 anos, teve uma nova versão no ano passado (e foi um dos melhores para O Argonauta, em 2005).

então isto vai assim:
O 1º é o Kusturica mais a o seu bando
O 2º ainda não tenho a certeza, será o Alfaiate do Panamá?
O diálogo é Natural Born Killers, filme do Stone a partir do texto do querido Tarantino(sei, já li, que o invejas pela apetitosa Scarlett).
O 4º é o Charlie na Fábrica do Chocolate, delicioso Depp - o Gene Wilder tinha sido Wily Wonka na versão de 1971. Vou bem? a ajuda ajudou. diz-me, diz-me.
(temos um desacordo: a Frida Khalo - incomoda-me o lado mórbido)

certo!
Underground
...
NBK
Willy Wonka

só falta o 2º. soberba BSO!

É uma espécie de grande celebração. Pelas diversas salas da Casa da Música, no Porto, mais de 400 jovens músicos mostram aquilo que sabem tocar. Mostram uns aos outros e mostram ao público, que tem acesso gratuito a uma série de concertos, na sua maioria de música clássica, até ao fim da tarde de hoje. Na Maratona Musical participam 24 instituições de todo o país, entre academias, conservatórios, escolas superiores, escolas profissionais e uma universidade.
A Maratona Musical arrancou na praça fronteiriça à Casa da Música, com o Grupo de Trompetes da Universidade de Aveiro. Hoje, o esquema é igual o público é convidado a entrar por volta das 12 horas, desta feita ao som do Quarteto de Saxofones da Academia de Música de Lousada. A última actuação estará a cabo do Ensemble de Clarinetes da Academia de Música de Castelo de Paiva, às 19.15 horas.

O desafio do Quiz é aliciante.
O que me preocupa é que só acertei à primeira no Underground e suspeitei (apenas isso) que fosse o NBK.
A ajuda BSO é que não está a valer-me...Por defeormação profissional sou sempre encaminhada para Birmingham Sinfony Orchestra (com a qual já toquei),

OK, última ajuda: o 2º é o filme anterior (de 1998) do realizador de um dos filmes que estreou esta semana.

OK, última ajuda: o 2º é o filme anterior (de 1998) do realizador de um dos filmes que estreou esta semana (e é um dos melhores filmes de guerra de sempre).

si, sim, claro, como não fui por aí, bolas, é o Thin Red Line, Terrence Malick. respondo com 100% de certeza. espero a validação da resposta, embora sofrendo a penalização de precisar de ajuda.

é isso, Vera! um grande filme - Thin Red Line.

nova emissão já gravada,
online logo que o nosso Hugo a corte e cosa.

Post a comment