Posted by A Redacção on abril 13, 2006 04:51 PM|Permalink
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este hip-hop inicial pode ter ficado debaixo de olho mas não convence muito estes meus ouvidos que fazem por ser exigentes;
Mão Morta, sim e ainda mais por serem do sim ao download.
era só o que faltava termos que pagar o enriquecimento das editoras.
vou tentar seguir o podebate de lxa.
Um exemplo único no teatro e um homem de grande rigor que não fazia concessões. Assim foi descrito Samuel Beckett pelo único actor que o dramaturgo irlandês dirigiu em vida numa peça que não tinha sido escrita por si.
Pierre Chabert conheceu Beckett por mero acaso, quando, no início dos anos 60, estudava arte dramática numa escola de Paris. De então para cá, e já lá vão mais de 30 anos, nunca mais deixou de representar uma peça que marcaria profundamente toda a sua maneira de ver e de compreender o teatro, "A última Bobina de Krapp", que levou à cena em 1975 a convite do próprio Beckett.
O desfiar de memórias daquele que acabaria por se tornar amigo do celebrado autor de "À espera de Godot" teve lugar ontem no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, por ocasião de uma tertúlia evocativa da passagem dos 100 anos sobre o nascimento do dramaturgo irlandês. Fui até lá um pouco reservada. O primeiro objectivo era o de tomar um café e refugiar-me de um Chiado onde só se falava espanhol.
As palavras prenderam-me e fiquei até depois do fim.
E esta manhã quis contar esta experiência neste sítio que, é verdade, é de bom gost.
Ouçam Deltahead.
Os riffs de John Lee Hooker e o bater do pé amplificado em bombo de bateria. Vozes cavernosas e um olhar alucinado, algures entre o enigmático Robert Johnson e os bombásticos Led Zeppelin. À primeira vista, estes Deltahead são tipos que, como muitos outros, reavivam a tradição do blues à luz de 50 anos de rock"n"roll.
O primeiro DVD dos Mão Morta chega hoje às lojas. "Müller no Hotel Hessischer Hof" capta o espectáculo que os Mão Morta realizaram, em Janeiro de 1997, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e que se debruçava nos poemas do dramaturgo alemão Heiner Müller.
O espectáculo chegou a ser editado em disco e comercializado em cassetes VHS. Agora surge no formato digital e acrescido de vários extras.
A partir de maio, e até junho, os utizadores da internet poderão baixar gratuitamente episódios das séries Desperate Housewives, Lost, Alias e Commander in Chief. Os downloads poderão ser realizados um dia após o episódio ir ao ar na rede tradicional da ABC dos EUA.
O serviço permitirá que os usuários avancem ou voltem o programa, e ainda poderão dar pause, mas não deixarão de ver os comerciais que acompanham os episódios.
Banda sonora da nossa Quinta dos Portugueses: Boss AC, Xeg, The Weatherman, Pop Dell'Arte, Gaiteiros de Lisboa, Dead Combo, Florentino, Bernardo Sassetti e Herman José.
Vera, O Argonauta gosta de mostrar a sua versatilidade: se escolhe o sub-lime Florentino, também pode dar 20 segundos ao Boss AC ou ao Xeg, mesmo que não seja adepto de hip-hop.
Mão Morta é de outro campeonato, ou melhor, da Champions League - o DVD do Muller no HH está aí para o provar. Em 1997, num tempo em que O Argonauta dava os primeiros passos na net (ainda nem sonhava com blogs ou podcasts), esteve no Pequeno Auditório do CCB e maravilhou-se com o génio do grupo de Braga.
Li este texto no PÚBLICO de hoje e acho que faz sentido discuti-lo, tão certeiro que me parece:
À saída da discoteca
comentário
Até anteontem nunca tinha ouvido o seu nome, nem visto a sua cara, nem lido nada que lhe dissesse respeito, nem ouvido fosse quem fosse falar do seu trabalho.
Mas foi fácil perceber que uma parte considerável do país (ou pelo menos dos adolescentes portugueses) ficou em estado de choque pela morte do jovem actor Francisco Adam, um dos protagonistas da telenovela portuguesa Morangos com Açúcar.
Um indicador objectivo entre outros: nas 24 horas que se seguiram à confirmação da morte do jovem, foram publicados no site do PÚBLICO mais de 340 comentários de leitores, o que faz desse acontecimento o mais comentado de sempre na história do PUBLICO.PT - ultrapassando questões como os processos judiciais em Portugal contra as cópias ilegais de música na Internet (mais de 300 comentários em três dias) e deixando muito para trás assuntos tão polémicos e populares como o abandono da TVI por Marcelo Rebelo de Sousa (mais de 100 comentários). E note-se que os comentários do PUBLICO.PT são submetidos a um escrutínio editorial e não difundidos sem supervisão, como acontece noutros sites.
Depois da consternação e da tristeza que é impossível deixar de sentir quando sabemos que mais um jovem de 22 anos se matou contra um eucalipto ao volante do seu carro, depois de sair às quatro da manhã de uma discoteca, a primeira constatação após todas estas reacções é a da existência de subculturas insuspeitadas e recheadas de paixões violentas em fenómenos que são para tantos de nós tão marginais como as telenovelas. Outra constatação, na mesma linha mas mais perturbadora, é a de que, neste caso, essa subcultura e essas paixões se manifestam não apenas na faixa adolescente mas também na pré-adolescente e até infantil, que se afirmam cada vez mais como alvos preferenciais do marketing mundial.
Nos comentários dos jovens (os autores, pelo menos, parecem jovens), que vão dos "nunca te esqueceremos" aos trágicos "porque é que não fui eu em vez de ti" e chegam às dúvidas sobre a existência de um Deus tão cruel que é capaz de arrebatar "uma das personagens mais divertidas da série", são evidentes as confusões entre o personagem da ficção e a realidade do actor (apenas por parte dos mais novos?), mas é particularmente perturbadora a valorização da ficção como vida projectada alternativa, essa "vida por procuração" que a televisão popular se especializou em fornecer, mostrando-nos a vida do jet-set ou do que passa por isso e permitindo-nos viver os namoros da beautiful people ou da que passa por ela.
Outra constatação, menos previsível, é o fatalismo romântico destas reacções ("Deus levou-te") que não admite qualquer causalidade que não a dos fados, para que o ídolo morto (há referências a "James Dino" em alguns posts) não possa de alguma forma ser responsabilizado pela sua própria morte. A simples referência à possibilidade de excesso de velocidade, razoável atendendo as circunstâncias do acidente, é refutada liminarmente pelos fãs para não embaciar a memória do actor.
A morte de Francisco Adam, porém, pode servir para nos ajudar a encarar alguns factos: morrem nas nossas estradas todos os anos mais de mil pessoas e cerca de quatro mil sofrem lesões graves que em muitos casos as incapacitam, para além de dezenas de milhares que sofrem ferimentos mais ligeiros. Muitas destas vítimas são jovens e muitas têm acidentes depois de saírem de bares e discotecas. No caso vertente, as causas do acidente não são conhecidas, mas haveria certamente mortes e ferimentos que se poderiam evitar, se se seguisse nos bares e discotecas portuguesas a saudável regra de não servir álcool a quem se sabe que vai conduzir e de responsabilizar criminalmente quem o fizesse. Os fados agradeceriam a ajuda.
(autor:José Vítor Malheiros - Público)
Estou curioso em saber se o resultado da autópsia vai ser tornado público! É impossível explicar o acidente sem um excesso de velocidade brutal, ou então sem estar sob o efeito de alcool!
Havia mais 2 pessoas ao lado do Francisco, uma delas corre risco de vida. Tudo indica que a irresponsabilidade tenha sido total!
texto certeiro esse que citas, Anabela! levanta questões que mesmo outros media supostamente responsáveis não levantam. quero ver se a TVI vai, alguma vez, falar nessa hipótese de «acidente por excesso de velocidade ou de álcool»...
o acidente é uma grande oportunidade para levar para a novela o problema dos excessosw de velocidade, da falta de controlo...
vamos fazer campanha, pressioná-los, bora...
Argonauta, queres reflectir comigo, i.é, connosco, o que leva os sub-20 a excreverem km s o cidigo de lingua foxe outr?k eu nem sei kual eh
ainda bem que há um argonauta que ouve e que responde, slowly.obrigada
Por onde anda a Marta do Roteiro de Santarém? Aqueles percursos são atractivos e ela é um gosto estético. Quando volta? O argonauta também é um prazer estético aos meus ouvidos.
La storia del cinema è sempre stata legata a quella della letteratura. Centinaia di pellicole sono state tratte da romanzi. Quella che proponiamo è soltanto una selezione molto parziale. Secondo voi tra questi 15 titoli qual è il migliore adattamento?
1 Apocalypse now (Francis Ford Coppola, 1979)
2 Charlie e la fabbrica di cioccolato (Tim Burton, 2005)
3 La Ciociara (Vittorio De Sica, 1960)
4 Colazione da Tiffany (Blake Edwards,1961)
5 Dottor Zivago (David Lean, 1965)
6 Fahrenheit 451 (Francois Truffaut, 1966)
7 Il Gattopardo (Luchino Visconti, 1963)
8 Il Libro della giungla (Versione animata Disney, 1967)
9 Jurassic Park (Steven Spielberg, 1993)
10 Lolita (Stanley Kubrick, 1962)
11 Moby Dick (John Huston, 1956)
12 Il Padrino (Francis Ford Coppola, 1972)
13 Per chi suona la campana (Sam Wood, 1943)
14 Romanzo criminale (Michele Placido, 2005)
15 Trilogia Il signore degli anelli (Peter Jackson, 2001-2003)
Em 1506 já não havia oficialmente judeus em Portugal, tinham sido convertidos à força em "cristãos-novos". Mas o ódio mais antigo do Mundo, alimentado pela intolerância e pela ignorância, persistia surdamente em muitos corações. No dia 19 de Abril, domingo de Pascoela, faz hoje exactamente 500 anos, bandos conduzidos por frades do convento de S. Domingos, em Lisboa, transportando crucifixos e prometendo cem dias de absolvição a quem matasse um judeu, "começaram (a descrição vem em Damião de Góis) a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, e os corpos mortos, e os meio vivos, lançavam e queimavam em fogueiras que tinham feitas na Ribeira e no Rossio". A matança prosseguiu nos dias seguintes, durante os quais foram chacinadas mais de 4 mil pessoas, velhos e novos, homens, mulheres, arrancados de suas casas e lançados em fogueiras. "Era tamanha a crueza - conta Damião de Góis - que até nos meninos e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços e esborrachando-os de arremesso nas paredes". O holocausto, cuidadosamente apagado dos livros de História, durou três dias. Os herdeiros dos assassinos continuam ainda hoje à solta por aí e por isso é que lembrar é preciso.
A abertura "solene" do Casino de Lisboa emoldura muito bem o país de enormes contrastes que somos. Vem aliás sobrelevar a natural propensão que os portugueses têm para a aventura e para os "jogos de azar". Exactamente como ontem a imprensa dava conta, neste deserto de êxitos económicos, a "indústria do jogo" é uma daquelas florescentes, a acumular lucros, e com receitas a subirem a quase 4 % ao ano. Em 2005 os oito casinos nacionais somaram receitas no valor de 310 milhões de euros, cabendo a grande fatia, ao Casino do Estoril. Nesta amargura de uma taxa de desemprego socialmente castigadora, o Casino de Lisboa vem dar emprego a quase meio milhão de trabalhadores. E passa a ser mais uma atracção para as noites da capital. Para nacionais e estrangeiros.
Num país, cuja aposta estratégica para o desenvolvimento está cada vez mais condenada a ser o turismo, com a associada "venda" de aventura, ócio, prazer, divertimento, a nova unidade de jogo e espectáculo é um indicador positivo.
E isto sem ignorarmos as sequelas sociais e psicológicas negativas que são inerentes a casas de "jogos de fortuna e azar".
Simbolicamente, ver aquele edifício que terá sido dos emblemas de projecção de um futuro moderno, inovador, inventivo, - o Pavilhão da Realidade Virtual, da Expo 98 - transformado em casa de roleta, é desanimador. Entristece. Não por obra daqueles que reaproveitaram, e bem, o espaço. Mas por aqueles que não agarram o futuro.
Não obstante toda a modernidade e tecnologia de ponta que dizem ser apanágio deste novo casino, a virtualidade da nossa realidade retoma velhos processos de promessas ao sabor da sorte, e não pelo esforço e empenho de investimentos em estruturas produtivas com sinais de progresso e bens a distribuir. Vem contra a corrente de um programa que se diz fomentador de um "choque tecnológico" criador de riqueza redistributiva. Choca contra os cartões de identidade multifunções, contra os passaportes electrónicos com 32 elementos de segurança, contra o Prace ou o Simplex.
Vem aí, no mês que vem, um novo Chico buarque contado assim lá no Brasil
Desde 1998, quando lançou o último CD de inéditas, As Cidades, Chico Buarque havia dado um tempo em sua produção musical. Nesse ínterim, pôde ser mais visto em eventos literários pelo mundo, por conta de seu livro Budapeste, e num projeto especial feito para a DirecTV. Claro que Chico não renegou completamente a música: fez participações em discos alheios, compôs Embebedado com Zé Miguel Wisnik (gravada por Gal Costa), e Renata Maria, com Ivan Lins (gravada por Leila Pinheiro).
Isso até o ano passado, quando o compositor entrou em estúdio para gravar, calmamente, seu novo CD, Carioca, que tem direção musical do maestro Luiz Cláudio Ramos e será lançado em maio, em versão CD e CD mais DVD (Biscoito Fino). Dentre as 12 faixas do novo trabalho, não há só inéditas. Chico acaba fazendo uma interessante compilação de músicas que compôs para cinema – ou inspirado nele – e para teatro.
Chico resgatou Ode aos Ratos, composta por ele e Edu Lobo para o musical Cambaio, que já havia sido gravada no disco com a trilha sonora da peça, e o samba Dura na Queda, para a peça Crioula e gravado por Elza Soares. Por Que Era Ela, por Que Era Eu aparece na trilha do filme A Máquina, e Sempre é canção-tema do filme ainda inédito de Cacá Diegues. Para o novo disco de Chico, Sempre, a princípio, foi pensado para ser um dueto dele e da cantora Mônica Salmaso, que faz participação especial. Mônica chegou a fazer uma gravação-ensaio da canção no fim do ano passado, mas os planos mudaram este ano. Decidiu-se incluir Imagina, valsa composta em parceria com Tom Jobim, em 1983, que entrou na trilha do filme Para Viver Um Grande Amor.
muita coisa para comentar, algumas delas, só por si, davam um programa de O Argonauta:
- acabei por não ter ecos do debate sobre o podcast. a que não pude assistir. Alguém foi?
- ainda não se falou na hipótese álcool a gerar o acidente do nosso James Dino. talvez os 2 amigos que iam com ele possam esclarecer...
...
- a questão sobre os novos códigos linguísticos, Ver(it)a, continua um enigma para mim. Então se nas próprias mensagens de condolências ao F.Adam podia ler-se «Franxisco», como se isso tivesse abreviado alguma coisa...
- o Casino de Lisboa: partilho da preocupação manifestada pelo Prof Manuel Sérgio - trocar o Futuro pela Ilusão do Jogo (banalizado, a 1 cêntimo e ao fim do dia de trabalho)é (mais) um sintoma da nossa decadência...
...
- Chico Buarque: O Argonauta confessa-se fã de Caetano (e Marisa, e Adriana...), mas jamais esquecerá a obra de Chico e o seu ópus, «Construção»
- a relação entre cinema e literatura estará em foco no próximo Argonauta
- JLomelino, obrigado pelas palavras simpáticas.
Saiu a lista de filmes para o festival de Cannes. Consumo tudo o que costuma contar a Kathleen Gomes reporter do Publico porque gosto de saber que filmes vou querer ver.
Querem discutir aqui as escolhas?
(vou tentar por a noticia)
Saiu a lista de filmes para o festival de Cannes. Consumo tudo o que costuma contar a Kathleen Gomes reporter do Publico porque gosto de saber que filmes vou querer ver.
Querem discutir aqui as escolhas?
(vou tentar por a noticia)
O filme "Juventude em Marcha", do realizador português Pedro Costa, está entre as 19 obras que disputam a Palma de Ouro na 59ª edição do Festival de Cinema de Cannes, entre 17 e 28 de Maio.
O italiano Nanni Moretti (“Il Caimano”), o britânico Ken Loach (“The Wind that Shakes the Barley”), a norte-americana Sofia Coppola (“Marie-Antoinette”) e o espanhol Pedro Almodóvar (“Volver”) estarão também em competição, anunciou hoje a organização do certame.
O anúncio da selecção foi feito pelo director artístico do festival internacional, Thierry Frémeaux, que citou também três filmes franceses para a disputa da Palma de Ouro: "Flandre", de Bruno Dumont; "Selon Charlie", de Nicole Garcia; e "Quand j'étais chanteur", de Xavier Gianolli.
O festival arranca com o muito esperado "O Código Da Vinci", de Ron Howard, segundo o "best-seller" de Dan Brown, cujo elenco é protagonizado pelo norte-americano Tom Hanks e pela francesa Audrey Tautou.
Também muito esperados são Kirsten Dunst - a actriz de "O Homem Aranha", que desempenha o papel principal de "Marie-Antoinette" -, Bruce Willis, Cate Blanchett, Willem Dafoe e Bob Hoskins.
O júri será presidido pelo realizador chinês Wong Kar-wai, que será acompanhado pelas actrizes Monica Bellucci, Helena Bonham-Carter e Zhang Ziy e pelos realizadores Patrice Leconte e Elia Suleiman.
Wong Kar-wai será o primeiro presidente chinês na história do Festival de Cannes, onde foi revelado em 1989 com "As Tears Go By".
No total, são 19 os filmes na corrida ao ouro em Cannes, destacando-se ainda "El Laberinto del Fauno", do mexicano Guillermo del Toro, e "Laitakaupungin Valot", do finlandês Aki Kaurismaki.
Na lista de finalistas figuram ainda as películas "La Raison do Plus Faible", do belga Lucas Belvaux; "L'Amico di Famiglia", do italiano Paolo Sorrentino; "Indigenes", do argelino Rachid Bouchareb; e "Fast Food Nation", do norte-americano Richard Linklater.
O encerramento do festival será dedicado ao realizador "francês, cigano e romeno" Tony Gatlif e a sua visão da "Transilvânia", referiu Frémeaux.
Vera, tocaste-me onde dói. Dessa lista, venero Nanni Moretti, Sofia Coppola e Pedro Almodóvar. São 3 das estreias que mais anseio em Portugal e, portanto, sem ver são os meus candidatos.
Pedro Costa, Ken Loach, Aki Kaurismaki e Richard Linklater também são interessantes e os restantes não podem ser maus.
Na categoria blockbuster-não-li-o-livro-portanto-venha-o-filme, quero ver "O Código Da Vinci".
E já viste o júri? O fabuloso Wong Kar-wai e as não menos Monica Bellucci e Helena Bonham-Carter...
waw, chunkig express, lost in translation, todo almodovar (embora esteja com um pedacinho de medo do volver) estão o meu melhor cinema, embora com muito mais.
Não gosto da Kirsten Dunst (é coisa de pele) mas acho que sabe estar e tenho muita curiosidade sobre a Maria Antonieta que estou a ler em livro.
E até já achei que tinha de ler o Código do Dan Brown, para saber do que se fala.
A partir de hoje, a 13.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português entra no sua fase crucial, com a abertura da sessão competitiva, dedicada exclusivamente ao cinema português. Aliás, o certame, organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, é o único que tem por missão mostrar, em cada edição, toda a produção nacional do ano anterior, em formato de película e vídeo. Até ao próximo dia 1 de Maio, o festival, a decorrer no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, vai exibir 64 fitas portuguesas, entre longas e curtas metragens.
A longa-metragem "Manô", de George Felner, abre esta sessão competitiva, hoje, às 22 horas. No entanto, à tarde, às 18 horas, já será possível descobrir quatro novas curtas-metragens, produzidas em 2005. Amanhã, na sessão da noite, exibe-se "Lavado em lágrimas", de Rosa Coutinho Cabral e ,depois de amanhã, é projectada a película de Manoel de Oliveira, "Espelho mágico".
Mas os "Caminhos do Cinema Português" levam também os cinéfilos por outras rotas - nos últimos dois dias foram exibidos 10 filmes franceses - , com uma secção, "Ensaios Visuais", dedicada a filmes de alunos de escolas de cinema, mas também uma mostra de vídeo, uma feira do livro de cinema e do filme português e vários workshops. Uma palestra e uma exposição, com fotos de Paulo Abrantes, completam a programação desta 13.ª edição dos "Caminhos".
Nascido em 1988, a partir de uma disciplina da Faculdade de Letras, com o mesmo título, "Caminhos do Cinema Português"é hoje o único festival dedicado à nossa cinematografia. Um caso raro, ainda mais singular quando se sabe que é organizado por uma estrutura amadora, composta por estudantes universitários.
Três anos depois do álbum de estreia, «All ´Bout Smoke ´n Mirrors», e de uma extensa digressão nacional, os Fingertips fecharam-se em estúdio para começar a trabalhar em «Catharsis».
álbum da banda, que será apresentado hoje, no palco do grande auditório do Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, às 22 horas.
O disco já disponivel revela uns Fingertips concentrados na essência das canções e num processo de escrita baseado em poucos instrumentos.
Sem ligar aos interesseiros protestos dos editores, o Governo aprovou o projecto de novo regime dos manuais escolares: certificação independente obrigatória da sua qualidade, aumento da sua vigência temporal (6 anos), gratuitidade para os alunos carenciados. Um módico de rigor na selva em que se tinha tornado o negócio dos livros escolares...Felizmente temos, por fim, uma Ministra da Educação!
Comments
este hip-hop inicial pode ter ficado debaixo de olho mas não convence muito estes meus ouvidos que fazem por ser exigentes;
Mão Morta, sim e ainda mais por serem do sim ao download.
era só o que faltava termos que pagar o enriquecimento das editoras.
vou tentar seguir o podebate de lxa.
Posted by: vera | abril 13, 2006 09:09 PM
argonauta, gosto muito do teu registo de fala e da tua perspectiva sobre o que vai por aí. waw!
Posted by: vera | abril 13, 2006 09:12 PM
O Emanuel meteu 12 mil fraçogueses em La Vilette.
E na TV Suisse Romande estou a ver funanas de Cp Verde
Posted by: Leonel Galacho | abril 13, 2006 09:31 PM
Um exemplo único no teatro e um homem de grande rigor que não fazia concessões. Assim foi descrito Samuel Beckett pelo único actor que o dramaturgo irlandês dirigiu em vida numa peça que não tinha sido escrita por si.
Pierre Chabert conheceu Beckett por mero acaso, quando, no início dos anos 60, estudava arte dramática numa escola de Paris. De então para cá, e já lá vão mais de 30 anos, nunca mais deixou de representar uma peça que marcaria profundamente toda a sua maneira de ver e de compreender o teatro, "A última Bobina de Krapp", que levou à cena em 1975 a convite do próprio Beckett.
O desfiar de memórias daquele que acabaria por se tornar amigo do celebrado autor de "À espera de Godot" teve lugar ontem no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, por ocasião de uma tertúlia evocativa da passagem dos 100 anos sobre o nascimento do dramaturgo irlandês. Fui até lá um pouco reservada. O primeiro objectivo era o de tomar um café e refugiar-me de um Chiado onde só se falava espanhol.
As palavras prenderam-me e fiquei até depois do fim.
E esta manhã quis contar esta experiência neste sítio que, é verdade, é de bom gost.
Posted by: joana a dias | abril 14, 2006 11:27 AM
Recomendo INFILTRADOS.
Para mim é, desde DO THE RIGHT THING, o melhor Spike Lee.
Posted by: Madalena Canha | abril 14, 2006 06:23 PM
Ouçam Deltahead.
Os riffs de John Lee Hooker e o bater do pé amplificado em bombo de bateria. Vozes cavernosas e um olhar alucinado, algures entre o enigmático Robert Johnson e os bombásticos Led Zeppelin. À primeira vista, estes Deltahead são tipos que, como muitos outros, reavivam a tradição do blues à luz de 50 anos de rock"n"roll.
Posted by: Anonymous | abril 14, 2006 08:19 PM
E a Cinha a posar de soutien com a filha Pimpinha? Comprem uma, têm de brinde uma voltinha na outra?
Posted by: haja decencia | abril 15, 2006 10:47 AM
O primeiro DVD dos Mão Morta chega hoje às lojas. "Müller no Hotel Hessischer Hof" capta o espectáculo que os Mão Morta realizaram, em Janeiro de 1997, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e que se debruçava nos poemas do dramaturgo alemão Heiner Müller.
O espectáculo chegou a ser editado em disco e comercializado em cassetes VHS. Agora surge no formato digital e acrescido de vários extras.
Posted by: Leopoldo Asa | abril 17, 2006 05:29 PM
Nasce esta semana o novo Casino de Lisboa. Interessa a quem?
Posted by: Anonymous | abril 17, 2006 05:32 PM
Qual é a vossa canção preferida?
Eu voto ONE dos U2.
Posted by: Anabela Vieira Mendes | abril 17, 2006 06:36 PM
Nirvana, Smells like teen spirit...
Posted by: mark | abril 17, 2006 06:37 PM
A partir de maio, e até junho, os utizadores da internet poderão baixar gratuitamente episódios das séries Desperate Housewives, Lost, Alias e Commander in Chief. Os downloads poderão ser realizados um dia após o episódio ir ao ar na rede tradicional da ABC dos EUA.
O serviço permitirá que os usuários avancem ou voltem o programa, e ainda poderão dar pause, mas não deixarão de ver os comerciais que acompanham os episódios.
Posted by: Anonymous | abril 17, 2006 07:14 PM
Banda sonora da nossa Quinta dos Portugueses: Boss AC, Xeg, The Weatherman, Pop Dell'Arte, Gaiteiros de Lisboa, Dead Combo, Florentino, Bernardo Sassetti e Herman José.
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 12:17 AM
Vera, O Argonauta gosta de mostrar a sua versatilidade: se escolhe o sub-lime Florentino, também pode dar 20 segundos ao Boss AC ou ao Xeg, mesmo que não seja adepto de hip-hop.
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 12:25 AM
Mão Morta é de outro campeonato, ou melhor, da Champions League - o DVD do Muller no HH está aí para o provar. Em 1997, num tempo em que O Argonauta dava os primeiros passos na net (ainda nem sonhava com blogs ou podcasts), esteve no Pequeno Auditório do CCB e maravilhou-se com o génio do grupo de Braga.
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 12:31 AM
Anabela e Mark: têm a certeza que essas são as vossas canções favoritas? Ou, melhor, conseguem mesmo escolher SÓ uma?
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 12:33 AM
Eu estava a discutir com o Mark quando escolhemos. Se calhar eram as favoritas daquela discussão, naquele instante. Pois é. Vou repensar.
Posted by: Anabela | abril 18, 2006 09:37 AM
Li este texto no PÚBLICO de hoje e acho que faz sentido discuti-lo, tão certeiro que me parece:
À saída da discoteca
comentário
Até anteontem nunca tinha ouvido o seu nome, nem visto a sua cara, nem lido nada que lhe dissesse respeito, nem ouvido fosse quem fosse falar do seu trabalho.
Mas foi fácil perceber que uma parte considerável do país (ou pelo menos dos adolescentes portugueses) ficou em estado de choque pela morte do jovem actor Francisco Adam, um dos protagonistas da telenovela portuguesa Morangos com Açúcar.
Um indicador objectivo entre outros: nas 24 horas que se seguiram à confirmação da morte do jovem, foram publicados no site do PÚBLICO mais de 340 comentários de leitores, o que faz desse acontecimento o mais comentado de sempre na história do PUBLICO.PT - ultrapassando questões como os processos judiciais em Portugal contra as cópias ilegais de música na Internet (mais de 300 comentários em três dias) e deixando muito para trás assuntos tão polémicos e populares como o abandono da TVI por Marcelo Rebelo de Sousa (mais de 100 comentários). E note-se que os comentários do PUBLICO.PT são submetidos a um escrutínio editorial e não difundidos sem supervisão, como acontece noutros sites.
Depois da consternação e da tristeza que é impossível deixar de sentir quando sabemos que mais um jovem de 22 anos se matou contra um eucalipto ao volante do seu carro, depois de sair às quatro da manhã de uma discoteca, a primeira constatação após todas estas reacções é a da existência de subculturas insuspeitadas e recheadas de paixões violentas em fenómenos que são para tantos de nós tão marginais como as telenovelas. Outra constatação, na mesma linha mas mais perturbadora, é a de que, neste caso, essa subcultura e essas paixões se manifestam não apenas na faixa adolescente mas também na pré-adolescente e até infantil, que se afirmam cada vez mais como alvos preferenciais do marketing mundial.
Nos comentários dos jovens (os autores, pelo menos, parecem jovens), que vão dos "nunca te esqueceremos" aos trágicos "porque é que não fui eu em vez de ti" e chegam às dúvidas sobre a existência de um Deus tão cruel que é capaz de arrebatar "uma das personagens mais divertidas da série", são evidentes as confusões entre o personagem da ficção e a realidade do actor (apenas por parte dos mais novos?), mas é particularmente perturbadora a valorização da ficção como vida projectada alternativa, essa "vida por procuração" que a televisão popular se especializou em fornecer, mostrando-nos a vida do jet-set ou do que passa por isso e permitindo-nos viver os namoros da beautiful people ou da que passa por ela.
Outra constatação, menos previsível, é o fatalismo romântico destas reacções ("Deus levou-te") que não admite qualquer causalidade que não a dos fados, para que o ídolo morto (há referências a "James Dino" em alguns posts) não possa de alguma forma ser responsabilizado pela sua própria morte. A simples referência à possibilidade de excesso de velocidade, razoável atendendo as circunstâncias do acidente, é refutada liminarmente pelos fãs para não embaciar a memória do actor.
A morte de Francisco Adam, porém, pode servir para nos ajudar a encarar alguns factos: morrem nas nossas estradas todos os anos mais de mil pessoas e cerca de quatro mil sofrem lesões graves que em muitos casos as incapacitam, para além de dezenas de milhares que sofrem ferimentos mais ligeiros. Muitas destas vítimas são jovens e muitas têm acidentes depois de saírem de bares e discotecas. No caso vertente, as causas do acidente não são conhecidas, mas haveria certamente mortes e ferimentos que se poderiam evitar, se se seguisse nos bares e discotecas portuguesas a saudável regra de não servir álcool a quem se sabe que vai conduzir e de responsabilizar criminalmente quem o fizesse. Os fados agradeceriam a ajuda.
(autor:José Vítor Malheiros - Público)
Posted by: Anabela | abril 18, 2006 09:39 AM
Estou curioso em saber se o resultado da autópsia vai ser tornado público! É impossível explicar o acidente sem um excesso de velocidade brutal, ou então sem estar sob o efeito de alcool!
Havia mais 2 pessoas ao lado do Francisco, uma delas corre risco de vida. Tudo indica que a irresponsabilidade tenha sido total!
Posted by: João | abril 18, 2006 09:59 AM
texto certeiro esse que citas, Anabela! levanta questões que mesmo outros media supostamente responsáveis não levantam. quero ver se a TVI vai, alguma vez, falar nessa hipótese de «acidente por excesso de velocidade ou de álcool»...
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 10:33 AM
... morte macaca esta, logo na semana em que O Argonauta prestou tributo à Geração Morangos com Açúcar...
Posted by: O-Argonauta | abril 18, 2006 10:34 AM
o acidente é uma grande oportunidade para levar para a novela o problema dos excessosw de velocidade, da falta de controlo...
vamos fazer campanha, pressioná-los, bora...
Posted by: vera | abril 19, 2006 07:24 PM
Estive a ler mais sobre Berlusconi. É pequeno mas é um ditador. Um ditadorzeco.Esta gente é perigosa.
Posted by: Sílvia | abril 19, 2006 11:02 PM
Argonauta, queres reflectir comigo, i.é, connosco, o que leva os sub-20 a excreverem km s o cidigo de lingua foxe outr?k eu nem sei kual eh
ainda bem que há um argonauta que ouve e que responde, slowly.obrigada
Posted by: Silvia | abril 19, 2006 11:05 PM
Por onde anda a Marta do Roteiro de Santarém? Aqueles percursos são atractivos e ela é um gosto estético. Quando volta? O argonauta também é um prazer estético aos meus ouvidos.
Posted by: J Lomelino de Freitas | abril 19, 2006 11:29 PM
Cinema e letteratura
La storia del cinema è sempre stata legata a quella della letteratura. Centinaia di pellicole sono state tratte da romanzi. Quella che proponiamo è soltanto una selezione molto parziale. Secondo voi tra questi 15 titoli qual è il migliore adattamento?
1 Apocalypse now (Francis Ford Coppola, 1979)
2 Charlie e la fabbrica di cioccolato (Tim Burton, 2005)
3 La Ciociara (Vittorio De Sica, 1960)
4 Colazione da Tiffany (Blake Edwards,1961)
5 Dottor Zivago (David Lean, 1965)
6 Fahrenheit 451 (Francois Truffaut, 1966)
7 Il Gattopardo (Luchino Visconti, 1963)
8 Il Libro della giungla (Versione animata Disney, 1967)
9 Jurassic Park (Steven Spielberg, 1993)
10 Lolita (Stanley Kubrick, 1962)
11 Moby Dick (John Huston, 1956)
12 Il Padrino (Francis Ford Coppola, 1972)
13 Per chi suona la campana (Sam Wood, 1943)
14 Romanzo criminale (Michele Placido, 2005)
15 Trilogia Il signore degli anelli (Peter Jackson, 2001-2003)
Posted by: Anonymous | abril 19, 2006 11:33 PM
scusi, fui eu a atrevidota italiana de acima. voto Lampedusa/Gatoppardo , Zivago/Jivago e Lolita.
Posted by: vera, verita | abril 19, 2006 11:35 PM
Em 1506 já não havia oficialmente judeus em Portugal, tinham sido convertidos à força em "cristãos-novos". Mas o ódio mais antigo do Mundo, alimentado pela intolerância e pela ignorância, persistia surdamente em muitos corações. No dia 19 de Abril, domingo de Pascoela, faz hoje exactamente 500 anos, bandos conduzidos por frades do convento de S. Domingos, em Lisboa, transportando crucifixos e prometendo cem dias de absolvição a quem matasse um judeu, "começaram (a descrição vem em Damião de Góis) a matar todos os cristãos-novos que achavam pelas ruas, e os corpos mortos, e os meio vivos, lançavam e queimavam em fogueiras que tinham feitas na Ribeira e no Rossio". A matança prosseguiu nos dias seguintes, durante os quais foram chacinadas mais de 4 mil pessoas, velhos e novos, homens, mulheres, arrancados de suas casas e lançados em fogueiras. "Era tamanha a crueza - conta Damião de Góis - que até nos meninos e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços e esborrachando-os de arremesso nas paredes". O holocausto, cuidadosamente apagado dos livros de História, durou três dias. Os herdeiros dos assassinos continuam ainda hoje à solta por aí e por isso é que lembrar é preciso.
Posted by: MAPina | abril 19, 2006 11:51 PM
A abertura "solene" do Casino de Lisboa emoldura muito bem o país de enormes contrastes que somos. Vem aliás sobrelevar a natural propensão que os portugueses têm para a aventura e para os "jogos de azar". Exactamente como ontem a imprensa dava conta, neste deserto de êxitos económicos, a "indústria do jogo" é uma daquelas florescentes, a acumular lucros, e com receitas a subirem a quase 4 % ao ano. Em 2005 os oito casinos nacionais somaram receitas no valor de 310 milhões de euros, cabendo a grande fatia, ao Casino do Estoril. Nesta amargura de uma taxa de desemprego socialmente castigadora, o Casino de Lisboa vem dar emprego a quase meio milhão de trabalhadores. E passa a ser mais uma atracção para as noites da capital. Para nacionais e estrangeiros.
Num país, cuja aposta estratégica para o desenvolvimento está cada vez mais condenada a ser o turismo, com a associada "venda" de aventura, ócio, prazer, divertimento, a nova unidade de jogo e espectáculo é um indicador positivo.
E isto sem ignorarmos as sequelas sociais e psicológicas negativas que são inerentes a casas de "jogos de fortuna e azar".
Simbolicamente, ver aquele edifício que terá sido dos emblemas de projecção de um futuro moderno, inovador, inventivo, - o Pavilhão da Realidade Virtual, da Expo 98 - transformado em casa de roleta, é desanimador. Entristece. Não por obra daqueles que reaproveitaram, e bem, o espaço. Mas por aqueles que não agarram o futuro.
Não obstante toda a modernidade e tecnologia de ponta que dizem ser apanágio deste novo casino, a virtualidade da nossa realidade retoma velhos processos de promessas ao sabor da sorte, e não pelo esforço e empenho de investimentos em estruturas produtivas com sinais de progresso e bens a distribuir. Vem contra a corrente de um programa que se diz fomentador de um "choque tecnológico" criador de riqueza redistributiva. Choca contra os cartões de identidade multifunções, contra os passaportes electrónicos com 32 elementos de segurança, contra o Prace ou o Simplex.
Posted by: M Sérgio | abril 20, 2006 10:23 AM
Vem aí, no mês que vem, um novo Chico buarque contado assim lá no Brasil
Desde 1998, quando lançou o último CD de inéditas, As Cidades, Chico Buarque havia dado um tempo em sua produção musical. Nesse ínterim, pôde ser mais visto em eventos literários pelo mundo, por conta de seu livro Budapeste, e num projeto especial feito para a DirecTV. Claro que Chico não renegou completamente a música: fez participações em discos alheios, compôs Embebedado com Zé Miguel Wisnik (gravada por Gal Costa), e Renata Maria, com Ivan Lins (gravada por Leila Pinheiro).
Isso até o ano passado, quando o compositor entrou em estúdio para gravar, calmamente, seu novo CD, Carioca, que tem direção musical do maestro Luiz Cláudio Ramos e será lançado em maio, em versão CD e CD mais DVD (Biscoito Fino). Dentre as 12 faixas do novo trabalho, não há só inéditas. Chico acaba fazendo uma interessante compilação de músicas que compôs para cinema – ou inspirado nele – e para teatro.
Chico resgatou Ode aos Ratos, composta por ele e Edu Lobo para o musical Cambaio, que já havia sido gravada no disco com a trilha sonora da peça, e o samba Dura na Queda, para a peça Crioula e gravado por Elza Soares. Por Que Era Ela, por Que Era Eu aparece na trilha do filme A Máquina, e Sempre é canção-tema do filme ainda inédito de Cacá Diegues. Para o novo disco de Chico, Sempre, a princípio, foi pensado para ser um dueto dele e da cantora Mônica Salmaso, que faz participação especial. Mônica chegou a fazer uma gravação-ensaio da canção no fim do ano passado, mas os planos mudaram este ano. Decidiu-se incluir Imagina, valsa composta em parceria com Tom Jobim, em 1983, que entrou na trilha do filme Para Viver Um Grande Amor.
Acho que o Argonauta vai querer mostrar-nos.
Posted by: Elza | abril 20, 2006 10:35 AM
muita coisa para comentar, algumas delas, só por si, davam um programa de O Argonauta:
- acabei por não ter ecos do debate sobre o podcast. a que não pude assistir. Alguém foi?
- ainda não se falou na hipótese álcool a gerar o acidente do nosso James Dino. talvez os 2 amigos que iam com ele possam esclarecer...
Posted by: O-Argonauta | abril 20, 2006 01:20 PM
...
- a questão sobre os novos códigos linguísticos, Ver(it)a, continua um enigma para mim. Então se nas próprias mensagens de condolências ao F.Adam podia ler-se «Franxisco», como se isso tivesse abreviado alguma coisa...
- o Casino de Lisboa: partilho da preocupação manifestada pelo Prof Manuel Sérgio - trocar o Futuro pela Ilusão do Jogo (banalizado, a 1 cêntimo e ao fim do dia de trabalho)é (mais) um sintoma da nossa decadência...
Posted by: O-Argonauta | abril 20, 2006 01:22 PM
...
- Chico Buarque: O Argonauta confessa-se fã de Caetano (e Marisa, e Adriana...), mas jamais esquecerá a obra de Chico e o seu ópus, «Construção»
- a relação entre cinema e literatura estará em foco no próximo Argonauta
- JLomelino, obrigado pelas palavras simpáticas.
Posted by: O-Argonauta | abril 20, 2006 01:24 PM
Gostava de tb ver aki + entrevistas como a do flip
Posted by: vanessa | abril 20, 2006 11:40 PM
Saiu a lista de filmes para o festival de Cannes. Consumo tudo o que costuma contar a Kathleen Gomes reporter do Publico porque gosto de saber que filmes vou querer ver.
Querem discutir aqui as escolhas?
(vou tentar por a noticia)
Posted by: vera | abril 20, 2006 11:46 PM
Saiu a lista de filmes para o festival de Cannes. Consumo tudo o que costuma contar a Kathleen Gomes reporter do Publico porque gosto de saber que filmes vou querer ver.
Querem discutir aqui as escolhas?
(vou tentar por a noticia)
Posted by: vera | abril 20, 2006 11:47 PM
O filme "Juventude em Marcha", do realizador português Pedro Costa, está entre as 19 obras que disputam a Palma de Ouro na 59ª edição do Festival de Cinema de Cannes, entre 17 e 28 de Maio.
O italiano Nanni Moretti (“Il Caimano”), o britânico Ken Loach (“The Wind that Shakes the Barley”), a norte-americana Sofia Coppola (“Marie-Antoinette”) e o espanhol Pedro Almodóvar (“Volver”) estarão também em competição, anunciou hoje a organização do certame.
O anúncio da selecção foi feito pelo director artístico do festival internacional, Thierry Frémeaux, que citou também três filmes franceses para a disputa da Palma de Ouro: "Flandre", de Bruno Dumont; "Selon Charlie", de Nicole Garcia; e "Quand j'étais chanteur", de Xavier Gianolli.
O festival arranca com o muito esperado "O Código Da Vinci", de Ron Howard, segundo o "best-seller" de Dan Brown, cujo elenco é protagonizado pelo norte-americano Tom Hanks e pela francesa Audrey Tautou.
Também muito esperados são Kirsten Dunst - a actriz de "O Homem Aranha", que desempenha o papel principal de "Marie-Antoinette" -, Bruce Willis, Cate Blanchett, Willem Dafoe e Bob Hoskins.
O júri será presidido pelo realizador chinês Wong Kar-wai, que será acompanhado pelas actrizes Monica Bellucci, Helena Bonham-Carter e Zhang Ziy e pelos realizadores Patrice Leconte e Elia Suleiman.
Wong Kar-wai será o primeiro presidente chinês na história do Festival de Cannes, onde foi revelado em 1989 com "As Tears Go By".
No total, são 19 os filmes na corrida ao ouro em Cannes, destacando-se ainda "El Laberinto del Fauno", do mexicano Guillermo del Toro, e "Laitakaupungin Valot", do finlandês Aki Kaurismaki.
Na lista de finalistas figuram ainda as películas "La Raison do Plus Faible", do belga Lucas Belvaux; "L'Amico di Famiglia", do italiano Paolo Sorrentino; "Indigenes", do argelino Rachid Bouchareb; e "Fast Food Nation", do norte-americano Richard Linklater.
O encerramento do festival será dedicado ao realizador "francês, cigano e romeno" Tony Gatlif e a sua visão da "Transilvânia", referiu Frémeaux.
Posted by: vera | abril 20, 2006 11:48 PM
Vera, tocaste-me onde dói. Dessa lista, venero Nanni Moretti, Sofia Coppola e Pedro Almodóvar. São 3 das estreias que mais anseio em Portugal e, portanto, sem ver são os meus candidatos.
Pedro Costa, Ken Loach, Aki Kaurismaki e Richard Linklater também são interessantes e os restantes não podem ser maus.
Na categoria blockbuster-não-li-o-livro-portanto-venha-o-filme, quero ver "O Código Da Vinci".
E já viste o júri? O fabuloso Wong Kar-wai e as não menos Monica Bellucci e Helena Bonham-Carter...
Posted by: O-Argonauta | abril 21, 2006 12:42 AM
waw, chunkig express, lost in translation, todo almodovar (embora esteja com um pedacinho de medo do volver) estão o meu melhor cinema, embora com muito mais.
Não gosto da Kirsten Dunst (é coisa de pele) mas acho que sabe estar e tenho muita curiosidade sobre a Maria Antonieta que estou a ler em livro.
E até já achei que tinha de ler o Código do Dan Brown, para saber do que se fala.
Posted by: vera | abril 21, 2006 12:12 PM
A partir de hoje, a 13.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português entra no sua fase crucial, com a abertura da sessão competitiva, dedicada exclusivamente ao cinema português. Aliás, o certame, organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, é o único que tem por missão mostrar, em cada edição, toda a produção nacional do ano anterior, em formato de película e vídeo. Até ao próximo dia 1 de Maio, o festival, a decorrer no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, vai exibir 64 fitas portuguesas, entre longas e curtas metragens.
A longa-metragem "Manô", de George Felner, abre esta sessão competitiva, hoje, às 22 horas. No entanto, à tarde, às 18 horas, já será possível descobrir quatro novas curtas-metragens, produzidas em 2005. Amanhã, na sessão da noite, exibe-se "Lavado em lágrimas", de Rosa Coutinho Cabral e ,depois de amanhã, é projectada a película de Manoel de Oliveira, "Espelho mágico".
Mas os "Caminhos do Cinema Português" levam também os cinéfilos por outras rotas - nos últimos dois dias foram exibidos 10 filmes franceses - , com uma secção, "Ensaios Visuais", dedicada a filmes de alunos de escolas de cinema, mas também uma mostra de vídeo, uma feira do livro de cinema e do filme português e vários workshops. Uma palestra e uma exposição, com fotos de Paulo Abrantes, completam a programação desta 13.ª edição dos "Caminhos".
Nascido em 1988, a partir de uma disciplina da Faculdade de Letras, com o mesmo título, "Caminhos do Cinema Português"é hoje o único festival dedicado à nossa cinematografia. Um caso raro, ainda mais singular quando se sabe que é organizado por uma estrutura amadora, composta por estudantes universitários.
Posted by: Madalena | abril 21, 2006 12:55 PM
Três anos depois do álbum de estreia, «All ´Bout Smoke ´n Mirrors», e de uma extensa digressão nacional, os Fingertips fecharam-se em estúdio para começar a trabalhar em «Catharsis».
álbum da banda, que será apresentado hoje, no palco do grande auditório do Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, às 22 horas.
O disco já disponivel revela uns Fingertips concentrados na essência das canções e num processo de escrita baseado em poucos instrumentos.
Posted by: Anonymous | abril 22, 2006 10:31 AM
Wagner Tiso esta noite em Santarém. A não perder.
Posted by: Clara | abril 22, 2006 12:52 PM
Sem ligar aos interesseiros protestos dos editores, o Governo aprovou o projecto de novo regime dos manuais escolares: certificação independente obrigatória da sua qualidade, aumento da sua vigência temporal (6 anos), gratuitidade para os alunos carenciados. Um módico de rigor na selva em que se tinha tornado o negócio dos livros escolares...Felizmente temos, por fim, uma Ministra da Educação!
Posted by: Anabela | abril 22, 2006 06:44 PM
tá-se bem aki entre estes argonautas.
Posted by: cátia filipa | abril 23, 2006 01:20 PM
Acho que se houvesse mais acontecimentos como a Festa da Música Portugal seria um país melhor.
Posted by: Madalena Canha | abril 24, 2006 07:42 PM
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Posted by: google pr main | maio 16, 2006 01:06 PM