Qual é o ditador que sucede a Milosevic?
Há o arqueológico Fidel.
Há o Chavez de pacotilha.
Há uma gentinha em África e na Ásia.
Mas nenhum tão poderoso quanto George w bush.
Por isso a resposta é: Bush.
O Argonauta gosta muito da cultura americana, em termos de alguns valores fundamentais e da sua expressão artística e intelectual, seja na música, no cinema, ou na literatura. Duvida muito é que os seus gostos coincidam com os do Cowboy Bush e de quem o elegeu.
Esta Folha está cada vez mais apetecível.
Vimos uma noite destas uma escaramuça publicada que parece ter metido alguns invaders.
Pareceu esquisito mas vejo que tudo segue no caminho bom para cada vez melhor.
Tragam mais videoreps no roteiro de Portugal e mais sound português.
É ditador o Bush que está a bombardear Samarra no Irak como a Wermacht de Hitler bombardeava populações da europa.
São ditadores os que querem impor mulheres não por mérito mas por quota na política portuguesa.Fodam-se!
Clara de Sousa e Francisco Penim estão separados. Fonte próxima do casal confirmou ao CM o fim da relação entre o director de Programas da SIC e a pivô da mesma estação.
Proveniente de Madrid, Alex Under está esta noite em Coimbra para participar na festa de aniversário do colectivo de DJ Cosa Nostra. Produtor, DJ e criador das editoras Net 28, Cyclical Tracks e Pulpa, Alex Under tem conquistado um lugar no panorama techno internacional, alternando entre o minimalismo e ritmos mais incisivos, e colando elementos house e trance aos complexos sistemas rítmicos da sua música. Para quem reconhece na música de dança uma cadência rítmica que induz o corpo à dança, Alex Under diz-se capaz de estabelecer "o diálogo perfeito entre corpo e mente, num autêntico ataque aos sentidos".
Fui ver o Dissoluto Assoluto, ópera escrita por José Saramago e Azio Corghi e delirei.
É um grande D. João.
Vão ao S. Carlos que há lugares e bilhetes acessíveis.
E já comprei bilhetes para o dia Shakira no Rock in Rio.
O consumo total de energia explodiu para alimentar o desenvolvimento económico do Portugal democrático. O país importa hoje cerca de 90% das fontes de energia de que precisa e apresenta grande dependência do petróleo (60%), tendo por consequência elevada exposição ao comportamento errático dos preços, à especulação e às vicissitudes relativas aos principais fornecedores: hoje Rússia, Nigéria, Líbia e Arábia Saudita. O impacte sobre a economia portuguesa é pesado. E pesadas são as implicações para a segurança e independência nacionais.
No capítulo ambiental, Portugal, que aumentou as emissões de gases de estufa 41% entre 1990 e 2002, tem que tomar medidas drásticas para poder cumprir os compromissos no âmbito do Protocolo de Quioto. A percentagem do consumo total de energia do país com origem em fontes renováveis encontrava-se apenas nos 14% em 2001.
Num contexto em que importa diminuir a dependência portuguesa do crude, o projecto (em que, aparentemente, todos embandeiraram em arco...) de uma nova central refinadora em Sines, embora destinada à exportação, é um contra-senso estratégico. Sem sequer falar das mais de 2,5 milhões de toneladas de emissões de CO2 a produzir por ano! Será que as mais-valias e os anunciados 800 postos de trabalho a serem criados compensam os gastos envolvidos em comprar ainda mais direitos a emissões no quadro de Quioto?
Pelos custos de produção e "limpeza", a alternativa nuclear merece ser discutida. Mas o argumento de que já estamos à mercê dos riscos por via da central espanhola de Almaraz, não pode fazer negligenciar a forte incidência sísmica do nosso território. E há mais aspectos a levar em conta: não é por acaso que a actual coligação governamental na Alemanha mantém a decisão de abandonar o nuclear.
A longo prazo e com segurança, se Portugal quiser reduzir a dependência do petróleo, ao mesmo tempo que investe em novas tecnologias e contribui para um ambiente mais limpo, precisa de tomar decisões estratégicas a favor das energias renováveis. As hídricas continuam fundamentais, mas cada vez menos suficientes.
O Plano Tecnológico e as medidas apresentadas pelo Governo no passado dia 19 anunciam justamente uma aposta nos renováveis. O investimento na biomassa e na energia das ondas justifica-se plenamente e indica vontade de promover o desenvolvimento de tecnologias em que Portugal pode vir a assumir um papel de liderança.
Mas a maior aposta parece ser na energia eólica, em que o Governo tem como objectivo quadruplicar a produção para 3.750 Mw até 2010. Este é o único 'cluster' de actividades que o Governo identifica como prioritário no Plano Tecnológico. No entanto, trata-se de uma área em que Portugal, mesmo passando a produzir componentes nacionalmente (e eventualmente a exportar), precisará entretanto de importar tecnologia estrangeira, sobretudo alemã e dinamarquesa (em boa parte através de companhias espanholas, como a omnipresente Iberdrola).
Num país que tem excepcionais condições para o aproveitamento da energia solar - muito para além da montagem de painéis solares em edifícios - porque não incentivar investigadores e investidores a apostarem na inovação tecnológica para tornarem mais eficientes, rentáveis e diversificadas as aplicações da energia solar e depois passar a comercializar e exportar as respectivas patentes e tecnologias? É difícil perceber como é que a Alemanha tinha 1.000.000 de m2 de colectores solares térmicos em 2002, a Grécia 200.000, a Finlândia 9.000 e Portugal, com uma das mais altas médias anuais de horas de Sol... 8.000m2. Números reveladores da negligência a que tem sido votada a energia solar no nosso país.
Este é um sector que deveria ser prioritário, onde Portugal deveria apostar estrategicamente na inovação e pesquisa nacional, pois já tem conhecimentos e tecnologia avançadas. O que falta é um investimento público importante para dar o salto qualitativo e quantitativo e tornar comercialmente rentável o equipamento para exploração da energia solar. Foi o que há uns anos fizeram os alemães e dinamarqueses na eólica: e por isso hoje Portugal e outros são compradores. Intriga esta omissão nos planos governamentais. Alguém explica as razões?
O-Argonauta foi finalmente ver «Capote» e gostou muito (8/10). PSHoffman super credível, a relação com o preso Perry agarra-nos na segunda metade do filme. Menos bem resolvida (ou explicada) a depressão que se vai apoderando de Capote, para o final. Não deslumbrando, eis como um filme de baixo orçamento pode contar uma história interessante e inteligente.
tens razão, Vera, prometi.
hoje estive quase-quase a gravar, cheguei a estar em estúdio, mas outros compromissos intrometeram-se e levaram a um adiamento por 1 ou 2 dias.
para O Argonauta, têm sido uns dias com pouca disponibilidade de tempo, mas as ideias estão no papel, prontas a passar para a rede. obrigado por ouvires ;)
Comments
O Argonauta - 3ª emissão
Posted by: O-Argonauta | março 14, 2006 05:04 PM
Qual é o ditador que sucede a Milosevic?
Há o arqueológico Fidel.
Há o Chavez de pacotilha.
Há uma gentinha em África e na Ásia.
Mas nenhum tão poderoso quanto George w bush.
Por isso a resposta é: Bush.
Posted by: Leonor R Melo | março 14, 2006 05:18 PM
excelente resposta, Leonor!
obrigado por ouvires e corresponderes ao desafio.
Posted by: O-Argonauta | março 14, 2006 09:27 PM
Escolho Bush, Bin Laden, Ahmaniedjad do Irão e vários dos emires e sultões árabes.
O símbolo oposto é Mandela.
Posted by: Leonel Galacho | março 15, 2006 01:44 AM
A pior ditadura de hoje é a do sistema mediático dominado pela cultura U$$ e aniquiladora da diversidade global.
Posted by: Manuel Sérgio | março 15, 2006 12:40 PM
O Argonauta gosta muito da cultura americana, em termos de alguns valores fundamentais e da sua expressão artística e intelectual, seja na música, no cinema, ou na literatura. Duvida muito é que os seus gostos coincidam com os do Cowboy Bush e de quem o elegeu.
Posted by: O-Argonauta | março 15, 2006 01:00 PM
O grande ditador do começo do século XXI é Bill Gates que impõe os seus instrumentos ao mundo inteiro.
Posted by: rf | março 15, 2006 07:14 PM
Esta Folha está cada vez mais apetecível.
Vimos uma noite destas uma escaramuça publicada que parece ter metido alguns invaders.
Pareceu esquisito mas vejo que tudo segue no caminho bom para cada vez melhor.
Tragam mais videoreps no roteiro de Portugal e mais sound português.
Posted by: rf | março 15, 2006 07:16 PM
hoje, 21h, FNAC Colombo: apresentação do livro sobre os métodos de Mourinho
Posted by: O-Argonauta | março 16, 2006 06:09 PM
É ditador o Bush que está a bombardear Samarra no Irak como a Wermacht de Hitler bombardeava populações da europa.
São ditadores os que querem impor mulheres não por mérito mas por quota na política portuguesa.Fodam-se!
Posted by: joana | março 16, 2006 09:12 PM
Também acho k o Bush e também os donos das grelhas das TVS TVI, SIC e RTP que reinam connosco todas as noites.
Posted by: Nela Cunha | março 17, 2006 06:09 PM
Capa do correio da Manhã:
Clara de Sousa e Francisco Penim estão separados. Fonte próxima do casal confirmou ao CM o fim da relação entre o director de Programas da SIC e a pivô da mesma estação.
Isto é k induca
Posted by: ricardo | março 17, 2006 06:18 PM
Proveniente de Madrid, Alex Under está esta noite em Coimbra para participar na festa de aniversário do colectivo de DJ Cosa Nostra. Produtor, DJ e criador das editoras Net 28, Cyclical Tracks e Pulpa, Alex Under tem conquistado um lugar no panorama techno internacional, alternando entre o minimalismo e ritmos mais incisivos, e colando elementos house e trance aos complexos sistemas rítmicos da sua música. Para quem reconhece na música de dança uma cadência rítmica que induz o corpo à dança, Alex Under diz-se capaz de estabelecer "o diálogo perfeito entre corpo e mente, num autêntico ataque aos sentidos".
Posted by: Vânia Andrez | março 17, 2006 06:43 PM
Fui ver o Dissoluto Assoluto, ópera escrita por José Saramago e Azio Corghi e delirei.
É um grande D. João.
Vão ao S. Carlos que há lugares e bilhetes acessíveis.
E já comprei bilhetes para o dia Shakira no Rock in Rio.
Posted by: Vera | março 21, 2006 10:31 AM
Ainda não tinha reparado: os Sopranos estão de volta ao Cabo!Viva!
Posted by: Anabela | março 21, 2006 06:14 PM
O consumo total de energia explodiu para alimentar o desenvolvimento económico do Portugal democrático. O país importa hoje cerca de 90% das fontes de energia de que precisa e apresenta grande dependência do petróleo (60%), tendo por consequência elevada exposição ao comportamento errático dos preços, à especulação e às vicissitudes relativas aos principais fornecedores: hoje Rússia, Nigéria, Líbia e Arábia Saudita. O impacte sobre a economia portuguesa é pesado. E pesadas são as implicações para a segurança e independência nacionais.
No capítulo ambiental, Portugal, que aumentou as emissões de gases de estufa 41% entre 1990 e 2002, tem que tomar medidas drásticas para poder cumprir os compromissos no âmbito do Protocolo de Quioto. A percentagem do consumo total de energia do país com origem em fontes renováveis encontrava-se apenas nos 14% em 2001.
Num contexto em que importa diminuir a dependência portuguesa do crude, o projecto (em que, aparentemente, todos embandeiraram em arco...) de uma nova central refinadora em Sines, embora destinada à exportação, é um contra-senso estratégico. Sem sequer falar das mais de 2,5 milhões de toneladas de emissões de CO2 a produzir por ano! Será que as mais-valias e os anunciados 800 postos de trabalho a serem criados compensam os gastos envolvidos em comprar ainda mais direitos a emissões no quadro de Quioto?
Pelos custos de produção e "limpeza", a alternativa nuclear merece ser discutida. Mas o argumento de que já estamos à mercê dos riscos por via da central espanhola de Almaraz, não pode fazer negligenciar a forte incidência sísmica do nosso território. E há mais aspectos a levar em conta: não é por acaso que a actual coligação governamental na Alemanha mantém a decisão de abandonar o nuclear.
A longo prazo e com segurança, se Portugal quiser reduzir a dependência do petróleo, ao mesmo tempo que investe em novas tecnologias e contribui para um ambiente mais limpo, precisa de tomar decisões estratégicas a favor das energias renováveis. As hídricas continuam fundamentais, mas cada vez menos suficientes.
O Plano Tecnológico e as medidas apresentadas pelo Governo no passado dia 19 anunciam justamente uma aposta nos renováveis. O investimento na biomassa e na energia das ondas justifica-se plenamente e indica vontade de promover o desenvolvimento de tecnologias em que Portugal pode vir a assumir um papel de liderança.
Mas a maior aposta parece ser na energia eólica, em que o Governo tem como objectivo quadruplicar a produção para 3.750 Mw até 2010. Este é o único 'cluster' de actividades que o Governo identifica como prioritário no Plano Tecnológico. No entanto, trata-se de uma área em que Portugal, mesmo passando a produzir componentes nacionalmente (e eventualmente a exportar), precisará entretanto de importar tecnologia estrangeira, sobretudo alemã e dinamarquesa (em boa parte através de companhias espanholas, como a omnipresente Iberdrola).
Num país que tem excepcionais condições para o aproveitamento da energia solar - muito para além da montagem de painéis solares em edifícios - porque não incentivar investigadores e investidores a apostarem na inovação tecnológica para tornarem mais eficientes, rentáveis e diversificadas as aplicações da energia solar e depois passar a comercializar e exportar as respectivas patentes e tecnologias? É difícil perceber como é que a Alemanha tinha 1.000.000 de m2 de colectores solares térmicos em 2002, a Grécia 200.000, a Finlândia 9.000 e Portugal, com uma das mais altas médias anuais de horas de Sol... 8.000m2. Números reveladores da negligência a que tem sido votada a energia solar no nosso país.
Este é um sector que deveria ser prioritário, onde Portugal deveria apostar estrategicamente na inovação e pesquisa nacional, pois já tem conhecimentos e tecnologia avançadas. O que falta é um investimento público importante para dar o salto qualitativo e quantitativo e tornar comercialmente rentável o equipamento para exploração da energia solar. Foi o que há uns anos fizeram os alemães e dinamarqueses na eólica: e por isso hoje Portugal e outros são compradores. Intriga esta omissão nos planos governamentais. Alguém explica as razões?
Posted by: Ana | março 21, 2006 07:04 PM
O-Argonauta foi finalmente ver «Capote» e gostou muito (8/10). PSHoffman super credível, a relação com o preso Perry agarra-nos na segunda metade do filme. Menos bem resolvida (ou explicada) a depressão que se vai apoderando de Capote, para o final. Não deslumbrando, eis como um filme de baixo orçamento pode contar uma história interessante e inteligente.
Posted by: O-Argonauta | março 22, 2006 02:30 PM
a não perder, 6a feira, o regresso do Gato Fedorento.
Posted by: O-Argonauta | março 22, 2006 02:31 PM
O Argonauta tem andado atarefado noutras viagens. A versão sonora regressa na próxima 2a feira. Até lá!
Posted by: O-Argonauta | março 22, 2006 02:32 PM
Então vá, viaja bem para voltares recheado de coisas para nos dares.
Posted by: vera | março 22, 2006 07:11 PM
;)
Posted by: O-Argonauta | março 23, 2006 12:31 AM
argonauta, prometeste voltar esta 2f...
curiosa sobre o q vais contar.
Posted by: vera | março 26, 2006 11:07 PM
tens razão, Vera, prometi.
hoje estive quase-quase a gravar, cheguei a estar em estúdio, mas outros compromissos intrometeram-se e levaram a um adiamento por 1 ou 2 dias.
para O Argonauta, têm sido uns dias com pouca disponibilidade de tempo, mas as ideias estão no papel, prontas a passar para a rede. obrigado por ouvires ;)
Posted by: O-Argonauta | março 27, 2006 09:59 PM
4a emissão de O Argonauta... já gravada e brevemente online. mais uma vez, com um agradecimento ao Hugo Almeida!
Posted by: O-Argonauta | março 29, 2006 11:30 PM